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agricultura
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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta reduzida

Alta nos preços reflete a escassez do produto da safra anterior.

Carlos Silva12 de junho de 2026 às 18:45
Preços do trigo sobem no Brasil com oferta reduzida

Os preços do trigo no Brasil se mantiveram em tendência de alta na semana de 5 a 11 de junho, devido à escassez do produto remanescente da safra anterior.

O relatório divulgado pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) aponta para um quadro de estabilidade no mercado internacional, influenciado pelo avanço da colheita no Hemisfério Norte.

O preço médio previsto para o trigo nos EUA caiu para US$ 6,00 por bushel, enquanto no Brasil a cotação está bem mais alta.

No Rio Grande do Sul, o saco de trigo de boa qualidade foi negociado entre R$ 69,00 e R$ 70,00, enquanto no Paraná permaneceu ao redor de R$ 70,00. Essa alta reflete a oferta limitada da colheita passada, em um momento em que os moinhos enfrentam dificuldades para repassar esses aumentos ao consumidor final.

No Paraná, a diferença entre as ofertas de compra dos moinhos, que variam entre R$ 1.370,00 e R$ 1.400,00 por tonelada CIF, e os vendedores, que pedem entre R$ 1.400,00 e R$ 1.450,00 por tonelada FOB, evidencia a tensão no mercado.

Além da escassez, o setor agrícola observa a nova safra, que promete uma diminuição na área cultivada e requer atenção às condições climáticas nas regiões de produção. Até 5 de junho, 45,3% da área prevista para cultivo estava semeada, levemente acima da média histórica de 44,7%.

Contexto da Safra

Na colheita atual, estados como São Paulo e Mato Grosso do Sul já completaram o plantio, enquanto Goiás e Minas Gerais estão quase totalizados.

A Argentina segue como principal fonte de trigo para o Brasil, com cotações FOB para embarques em julho em US$ 245,00 por tonelada. No entanto, as importações brasileiras de trigo caíram para 4,49 milhões de toneladas entre agosto de 2025 e junho de 2026.

As importações argentinas representaram 85,7% do total, com volumes menores provenientes da Rússia, Turquia e Uruguai.

Segundo a consultoria Safras & Mercado, o desempenho do mercado nos próximos meses será determinado pela nova safra e pela atuação da indústria moageira, que enfrenta desafios devido à oferta restrita.

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A continuidade da limitação da oferta da safra antiga e a lenta maior da nova estão levando a um mercado sustentado, mas com volumes de negociação ainda moderados.

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