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agricultura
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Greening é erradicado pela primeira vez no Rio Grande do Sul

Medidas são intensificadas após identificação da doença em Palmitinho

Gabriel Azevedo15 de junho de 2026 às 11:40
Greening é erradicado pela primeira vez no Rio Grande do Sul

Uma força-tarefa da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul (Seapi) conseguiu erradicar o primeiro foco de greening, também conhecido como Huanglongbing (HLB), no município de Palmitinho. Essa ação marca um passo significativo no combate à doença, que é considerada a mais devastadora para a citricultura global.

Após a descoberta do foco em 8 de junho, as equipes realizaram um monitoramento abrangente em um raio de 500 metros da propriedade afetada. A doença, que não possui tratamento curativo, pode comprometer a produtividade e a qualidade dos frutos, além de causar a morte das plantas, resultando em grandes perdas econômicas para o setor.

Cerca de 60 plantas com sinais da doença foram removidas na área de contenção em Palmitinho.

O seguimento das ações envolve a inspeção de 230 imóveis em um novo raio de 2,4 quilômetros ao redor do foco. Isso inclui a remoção de exemplares infectados e o controle do psilídeo Diaphorina citri, vetor da bactéria que causa o greening. O trabalho é realizado em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária, em cumprimento ao Programa Nacional de Prevenção e Controle do HLB.

Contexto do Greening

O greening é transmitido principalmente por mudas contaminadas. Por isso, a Seapi recomenda o uso de mudas com certificação fitossanitária e rastreabilidade.

As investigações que levaram à identificação do foco foram possíveis graças a anos de monitoramento sistemático. Entre novembro de 2025 e março de 2026, foram implementadas 374 armadilhas em 77 municípios, com mais de 4.300 leituras para detecção do psilídeo. Mesmo após inúmeras inspeções na mesma região em 2025 e 2026, não havia registros positivos até a descoberta do foco em Palmitinho.

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