Redução de até 25% nos fertilizantes fosfatados é esperada por especialistas

Durante o Fórum Mais Milho, realizado em Brasília, Maciel Silva, diretor técnico adjunto da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), alertou que as importações de fertilizantes fosfatados poderão sofrer uma diminuição significativa em decorrência de custos aumentados e margens de lucro reduzidas no setor agrícola.
Ele prevê que as importações cairão entre 20% e 25%, observando que o pico da distribuição desses produtos, geralmente entre abril e agosto, deverá ser alterado devido à alta dos preços, exacerbada pela guerra no Irã.
No que diz respeito aos fertilizantes nitrogenados, Silva observou uma recuperação nas vendas, resultante de uma ligeira queda nos preços. Ele também apontou para a recente ascensão do Turcomenistão como um novo fornecedor relevante de fosfatados para o Brasil, algo que nunca havia sido destacado anteriormente.
✨ A relação de dependência do Brasil em relação a fertilizantes importados foi exacerbada pela situação geopolítica atual, refletindo um desafio significativo para os produtores.
O secretário-adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz, expressou sua preocupação com o potencial impacto negativo da redução do pacote tecnológico na produção agrícola, ressaltando a necessidade de crédito acessível para os agricultores, especialmente no contexto de restrições fiscais.
Vaz também indicou que, embora a contratação de crédito rural tenha diminuído em julho, o montante total continua sendo significativo, embora a maioria advenha de Cédulas de Produto Rural (CPRs).
Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja-MT, complementou o debate, mencionando o impacto nos preços do milho, que despencaram de R$ 77 para R$ 52 por saca. O custo de produção para a safra 2026/27 subiu para cerca de R$ 7,3 mil por hectare, dificultando ainda mais a situação financeira dos agricultores.
Ele destacou que atualmente 28% do milho de Mato Grosso é destinado à produção de etanol, um crescimento significativo do consumo de milho no estado, que de 11 milhões de toneladas em 2021 passou para 22 milhões agora.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

O mercado do milho mostra variações nos preços em Chicago e no Brasil

Nova projeção é de 15,87 milhões de toneladas para abril

Aumento na Bolsa de Chicago reflete fatores climáticos e conflitos globais

Ministros negociam com países produtores para assegurar fornecimento