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agricultura
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Seca e calor afetam lavouras na Europa Ocidental

Culturas enfrentam dificuldades, mas algumas já estão protegidas

Gabriel Rodrigues20 de julho de 2026 às 16:10
Seca e calor afetam lavouras na Europa Ocidental

A atual combinação de seca e ondas de calor intensas tem gerado um significativo estresse sobre as lavouras e os rebanhos na Europa Ocidental, especialmente em regiões sem irrigação. A situação é mais crítica para as culturas que são plantadas na primavera e no verão, enquanto as lavouras de inverno já estão em estágios mais avançados e, portanto, são menos afetadas.

Desde março, a precipitação nestas áreas tem sido inferior à média. Regiões na França, sul do Reino Unido, oeste da Alemanha e Bélgica enfrentaram chuvas escassas. Na França, por exemplo, os meses de abril, maio e junho registraram menos de 50% da precipitação habitual, e partes centrais do país chegaram a receber apenas 25% do volumoso habitual nos três meses até 13 de julho.

As altas temperaturas, variando entre 36°C e 44°C no final de junho, agravaram ainda mais o déficit hídrico, afetando tanto a produtividade quanto a qualidade das colheitas. As lavouras de trigo de inverno, colza e outras culturas já haviam completado etapas importantes de desenvolvimento, o que ajudou a minimizar perdas significativas. Entretanto, a maturação acelerada resultou em uma redução do potencial produtivo.

O milho, girassol, sorgo, soja e beterraba sacarina são agora as culturas mais preocupantes, com a beterraba não irrigada sendo uma das mais prejudicadas.

Milho, soja e girassol também demonstram sinais de estresse e redução do crescimento. A recuperação dessas plantações depende de chuvas regulares, mas a previsão climática não mostra indícios de uma mudança significativa no curto prazo.

Por contraste, outras regiões do Hemisfério Norte, como a China, antiga União Soviética e grande parte da América do Norte, desfrutam de condições climáticas mais equilibradas, com exceções de chuvas excessivas em partes do Canadá e calor nas planícies do norte dos Estados Unidos. Esta disparidade climática pode atenuar os impactos das perdas na Europa sobre o abastecimento global de grãos, embora as culturas tropicais ainda estejam vulneráveis aos efeitos do El Niño.

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