Workshop em Porto Alegre discute manejo de dejetos na suinocultura
Evento apresenta dados sobre biogás e emissões de metano no RS

Nesta terça-feira, 19 de outubro, Porto Alegre sediou um workshop promovido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Embrapa e o Instituto 17. O evento focou na análise do manejo de dejetos na suinocultura, além das emissões de metano e o potencial para geração de biogás.
Resultados do Estudo
O workshop trouxe à tona informações atualizadas sobre o tratamento de resíduos gerados pela suinocultura no Rio Grande do Sul, enfatizando como esses dados podem contribuir para as metas estabelecidas no Plano ABC+ RS. A pesquisa, iniciada em 2025 pelo Instituto 17, fundamentou-se na Declaração Anual de Rebanho da Seapi e abrangeu mais de 4,8 mil propriedades, distribuídas em 288 municípios gaúchos.
Segundo Jackson Brilhante, coordenador do Plano ABC+ RS, 29 estabelecimentos trabalham com biodigestores, processando 523,6 mil metros cúbicos de dejetos suínos anualmente e evitando a liberação de 17,6 mil toneladas de CO2 na atmosfera.
✨ Adotar biodigestores poderia evitar mais 255 mil toneladas de CO2 por ano.
Oportunidades e Futuro
O estudo também revelou que 254 propriedades têm potencial para implementar biodigestores individuais. De acordo com Brilhante, essas informações são cruciais para o acompanhamento da meta de Resíduos da Produção Animal do Plano ABC+ RS.
Cléber Araújo, representante do Mapa, ressaltou que os dados fortalecerão o monitoramento nacional do plano e auxiliarão no desenvolvimento de estratégias para reduzir as emissões na produção animal. Deisi Tapparo, coordenadora técnica do Instituto 17, destacou que os dados também podem orientar a expansão do uso de biogás e melhorar o manejo dos resíduos, além de considerar os impactos nas bacias hidrográficas.
O debate durante o workshop se concentrou em exemplos práticos de utilização de dejetos para geração de energia e em ações que podem ampliar iniciativas de baixa emissão de carbono na suinocultura no estado. Contudo, o estudo não forneceu detalhes sobre cronogramas ou volumes de investimento para impulsionar a adoção de biodigestores no Rio Grande do Sul.
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