A Revolução do Vinho: Da Quinta do Monte d'Oiro à Toscana
Histórias de apaixonados que transformaram suas vidas e territórios por meio da viticultura.

Na década de 1980, o engenheiro José Bento dos Santos decidiu abandonar sua carreira na mineração em busca de algo mais significativo. Depois de ouvir um amigo afirmar que a terra é a única commodity irrecuperável, ele retornou a Portugal em 1987, onde comprou a Quinta do Monte d’Oiro, na região de Alenquer, transformando-se em produtor de vinhos.
De Entusiasta a Produtor
Embora o vinho sempre tenha feito parte de sua vida, trazendo memórias de viagens e refeições em boa companhia, sua entrada no mundo da viticultura foi um grande desafio. A primeira safra só foi comercializada em 1997, uma década após a aquisição da propriedade. Francisco Bento dos Santos, seu filho, compartilha que o trabalho inicial envolveu muita recuperação da terra, com investimentos técnicos realizados por especialistas.
"Tivemos um grande trabalho de recuperação, não aproveitamos quase nada
✨ O contexto do solo e clima da propriedade favorece a produção com variedades do Vale do Rhône.
Contexto
O portfólio de vinhos inclui cepas francesas como Syrah e Viognier, cultivadas sob manejo orgânico, visando a alta qualidade a preços acessíveis.
Na Itália, a história se repete com a família Moretti, que ao comprar propriedade em Maremma, reativou vinhedos históricos que datam da época de Elisa Bonaparte Baciocchi. Assim como a Quinta do Monte do Oiro, eles focam na plantação de castas internacionais, priorizando o cultivo responsável e respeitoso ao terroir.
- 1Interesse por castas históricas
- 2Revivência de práticas sustentáveis
- 3Valorização das tradições vinícolas
- 4Foco em qualidade e preços acessíveis
O projeto Petra, um resgate do legado de Elisa Bonaparte, tem como meta expressar a essência do solo toscano através de vinhos de qualidade. A vinícola foi projetada pelo arquiteto Mario Botta, enquanto a família Moretti cuidou para que as práticas orgânicas fossem integradas à sua produção.
Além do prazer de produzir vinhos, a história se espalha até o Chile, onde o projeto Almaviva, uma colaboração entre a família Rothschild e a vinícola Concha y Toro, se empenha em produzir vinhos sul-americanos que preservam a tradição clássica francesa, especialmente com a Cabernet Sauvignon como destaque.
Como mencionado por um amigo de José Bento dos Santos, a terra é um ativo único que não se reproduz, sendo a base sobre a qual várias culturas se constroem e se celebram.
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Carlos Silva
Jornalista especializado em Agronegócio
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