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Agronegócio
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Acordo Mercosul-UE gera protestos de agricultores europeus

Agricultores temem concorrência desleal e baixos padrões ambientais

Acro Rodrigues01 de maio de 2026 às 06:35
Acordo Mercosul-UE gera protestos de agricultores europeus

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia começa a ser aplicado de forma provisória nesta sexta-feira, enfrentando protestos de agricultores europeus que temem por suas condições de trabalho e pela segurança alimentar na região.

Motivos da Oposição

Os agricultores manifestantes questionam a equidade do acordo, citando uma competição desleal e a disparidade nas normas ambientais, sanitárias e trabalhistas. Acusações de falta de reciprocidade nas condições de produção entre a UE e os países do Mercosul também estão entre as preocupações.

Um comunicado de várias entidades do setor afirma que o tratado pode permitir importações de produtos com padrões de qualidade inferiores.

Recentemente, um grupo de associações do setor rural publicou um artigo advertindo sobre as consequências negativas do acordo, que pode resultar em importações desprovidas de tarifas de itens como arroz, aves e carne bovina, cuja produção muitas vezes não obedece aos rigorosos padrões estipulados pela UE.

Contexto do Acordo

O tratado é uma tentativa de fornecer acesso facilitado ao mercado europeu para produtos do Mercosul, mas enfrenta resistência significativa devido a temores sobre a qualidade e a origem dos produtos.

As entidades enfatizam que muitos produtos agrícolas do Mercosul são produzidos sem as mesmas obrigações trabalhistas e ambientais exigidas na Europa, mencionando que substâncias químicas comuns no Brasil não são aceitas na UE. Além disso, as normas de bem-estar animal nos países do Mercosul não se comparam às rigorosas regras da Europa.

Impacto no Setor Agrícola Europeu

A pressão econômica já se fez sentir na Europa, com um aumento considerável nas importações de carne de frango e outros produtos do Mercosul. Os agricultores temem que essa tendência possa desestabilizar o mercado e prejudicar severamente a confiança dos consumidores nos produtos locais.

"

O que pedíamos era a palavra mágica 'reciprocidade': que o que me é exigido para produzir também seja exigido dos outros

Pedro Barato, presidente da Asociación Agraria Jóvenes Agricultores, da Espanha.

Críticos, como a Confédération Paysanne da França, argumentam que o acordo em questão coloca os agricultores europeus em uma posição vulnerável, afetando sua renda e comprometendo a soberania alimentar da região, favorecendo um modelo comercial que prioriza baixos preços e grandes volumes.

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