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Agronegócio
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Biodiesel: Bancada ruralista pede flexibilização da ANP

Indústria busca permitir misturas superiores às exigências atuais.

Acro Rodrigues08 de abril de 2026 às 05:10
Biodiesel: Bancada ruralista pede flexibilização da ANP

Representantes da indústria de biodiesel e parlamentares da bancada ruralista estão pedindo uma mudança nas diretrizes da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre o uso voluntário de biodiesel no diesel, atualmente fixado em 15%.

O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), anunciou que a bancada apresentará um pedido à ANP para que não seja necessário obter autorização para usar porcentagens superiores ao mínimo estipulado. "Queremos que o uso de misturas acima do mínimo seja permitido de forma geral", afirmou Jardim após uma reunião da FPA.

A proposta busca libertar os produtores e consumidores para adotarem até 100% de biodiesel, se desejarem.

Além disso, Jardim mencionou que empresas como Amaggi e JBS estão investindo na produção de biodiesel e utilizando-o em suas frotas. A Amaggi, por exemplo, realizou colheitas com maquinário que utiliza B100, o biodiesel puro.

Jerônimo Goergen, presidente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), destacou que essa liberação poderá acelerar a utilização do biocombustível, especialmente na agricultura. A Aprobio também solicitou que a ANP revise o limite de 10 mil litros de biodiesel que pode ser vendido por Transportadores-Revendedores-Retalhistas (TRR), que atendem clientes como indústrias e agriculturas.

Goergen argumentou que apenas autorizar o uso de misturas maiores não é suficiente se os TRRs não tiverem maior flexibilidade na entrega do produto. A medida, segundo ele, poderá beneficiar os consumidores rurais e aliviar a pressão sobre a demanda de diesel, especialmente em um momento de incertezas no abastecimento devido a conflitos no Oriente Médio.

Com o aumento nos preços do diesel e questões relacionadas ao abastecimento, Jardim considera que não há justificativa para não permitir a elevação das misturas de biocombustíveis.

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A FPA está defendendo um aumento na mistura do biodiesel para 17% e do etanol de 30% para 32%

Arnaldo Jardim

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