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Agronegócio
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Acordo Mercosul-União Europeia favorece frutas e limita carnes

Cotas de carne, etanol e cachaça ainda precisam ser discutidas entre países

Gabriel Azevedo01 de maio de 2026 às 13:25
Acordo Mercosul-União Europeia favorece frutas e limita carnes

A partir de hoje, o acordo entre Mercosul e União Europeia trará ajustes significativos para o comércio de produtos agrícolas. Enquanto frutas se beneficiarão imediatamente com isenção de tarifas, carnes e etanol enfrentarão um acesso gradual via cotas, conforme anunciado pela diretora de relações internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Sueme Mori.

Isenção de tarifas entre 12% e 13% beneficiará rapidamente o setor de frutas.

Mori destacou que as frutas devem ser o primeiro setor a colher os frutos desse novo acordo, com expectativas de eliminar tarifas que atualmente chegam a 13%. Contudo, produtos como carnes e etanol terão um cronograma de redução tarifária que pode levar até dez anos para chegar a uma taxa zero.

Cotas e Acesso Gradual

O acordo estipula abordagens diferenciadas entre as cadeias produtivas, levando em conta as sensibilidades tanto do Mercosul quanto da Europa. Para itens como carnes, etanol e cachaça, o acesso será inicialmente limitado por cotas, com aumento gradual ao longo do tempo e tarifas reduzidas.

Isso significa que as carnes terão um volume total acessível de 99 mil toneladas ao mercado europeu, mas a divisão entre os países do Mercosul ainda está indefinida. As negociações entre Brasil, Uruguai e Paraguai estão em andamento, e o impacto sobre a cota brasileira ainda não foi determinado.

A divisão de cotas de carnes entre os países do Mercosul está em negociação.

A diretora da CNA também informou que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) implementou uma regra transitória para o acesso às cotas, que será baseada na ordem de chegada até o final do ano. "O acesso será garantido conforme a prioridade de entrada dos produtos no mercado", afirmou Mori.

Proteção e Liberalização

Mori ressaltou que o acordo seguiu os moldes típicos de negociações internacionais, onde margens de proteção são oferecidas a setores considerados vulneráveis, enquanto ao mesmo tempo se proporciona um espaço gradual para produtos competitivos. "Cada mercado trata cadeias específicas de maneira diferenciada", concluiu.

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