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Acordo Mercosul-UE zera tarifas para 5 mil produtos brasileiros

Impacto imediato para produtos do Brasil no mercado europeu

Fernanda Lima29 de abril de 2026 às 09:35
Acordo Mercosul-UE zera tarifas para 5 mil produtos brasileiros

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê que, com a implementação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, mais de 5 mil produtos brasileiros terão tarifas de importação zeradas no mercado europeu a partir de sexta-feira (1º), representando mais de 80% das importações da UE do Brasil em 2025.

Dentre os itens beneficiados, destaca-se que 2.932 produtos, principalmente do setor industrial, não terão mais alíquotas, sendo 93% deles de natureza industrial.

Setores em Destaque

Os principais setores que se beneficiarão da tarifa zero incluem máquinas e equipamentos (21,8%), alimentos (12,5%), produtos de metal (9,1%), e materiais elétricos (8,9%). A União Europeia já importou US$ 607,7 milhões em máquinas e equipamentos do Brasil em 2025, e com a nova regra, 95,8% desse montante entrará isento de tarifas.

Ao todo, 802 produtos do setor de máquinas não pagarão tarifas, como compressores e bombas de combustível.

Na categoria de alimentos, 468 produtos ficarão livres de tarifas, incluindo subprodutos como óleo de milho. Já no setor metalúrgico, serão 494 itens sem alíquota de importação, abrangendo barras de níquel e óxido de alumínio.

Ricardo Alban, presidente da CNI, destaca que o acordo cria acesso preferencial ao mercado europeu, aumentando a presença do Brasil no comércio internacional e fortalecendo a competitividade industrial do país.

Contexto da Relação Comercial

Atualmente, os parceiros comerciais do Brasil representam 8,9% das importações globais. Com esse acordo, a participação poderá crescer para 37,6%.

Para auxiliar os exportadores, a CNI lançou um Manual do Acordo e duas cartilhas sobre compras governamentais e regras de origem necessárias para aproveitar o benefício tarifário.

O acordo será implementado de forma gradual, com cortes de tarifas ao longo de até 10 anos na UE e até 15 anos no Brasil. Produtos como veículos elétricos terão prazos mais longos, de até 30 anos.

Na última terça-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto de promulgação do acordo, e em breve será publicada uma portaria sobre a distribuição das cotas de importação entre os países do Mercosul.

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