Pesquisa aponta que apenas 32% das empresas utilizam a tecnologia em sua rotina.

O agronegócio está avançando em sua transformação digital, mas a utilização da inteligência artificial (IA) ainda é restrita no cotidiano de empresas, cooperativas e propriedades rurais. Embora reconheçam o potencial da tecnologia para melhorar a gestão, custos elevados, desconfiança e falta de conhecimento sobre suas funcionalidades estão atrasando sua adoção mais ampla.
Uma pesquisa da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio revela que apenas 32% das organizações consultadas fazem uso da inteligência artificial. Outros 56% ainda não implementaram a tecnologia, e 12% dos participantes não souberam responder.
✨ Rodrigo Capella, diretor-geral da Ação Estratégica, sinaliza que a sucessão familiar no setor está impulsionando a adoção de novas tecnologias, embora o agronegócio ainda esteja num período de aprendizado antes de integrar a IA de forma abrangente.
A pesquisa, que teve a participação de 197 profissionais, mostra que 47% dos entrevistados veem a IA como uma aliada na tomada de decisões e 23% a consideram capaz de identificar novas oportunidades de mercado. Capella observa que muitas empresas já notaram que a inteligência artificial pode fornecer rapidamente um conjunto padronizado de informações, permitindo uma análise que pode guiar as melhores decisões.
Além disso, a pesquisa aponta que a IA pode reunir e organizar dados de maneira eficiente, oferecendo apoio na avaliação de diferentes cenários. Entre suas aplicações estão a agricultura de precisão, que analisa a temperatura das folhas para avaliar a necessidade hídrica, e a gestão de safras, que permite mensurar e otimizar a produção, reduzir custos operacionais e aprimorar a logística.
Em síntese, com um interesse crescente pela tecnologia, a consolidação da inteligência artificial no campo ainda enfrenta desafios relacionados à tecnologia, finanças e conhecimento.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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