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Agronegócio
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Agroindústria brasileira se destaca com milho de segunda safra

Solução sustentável que une produção de alimentos e energia limpa

Tiago Abech18 de junho de 2026 às 07:05
Agroindústria brasileira se destaca com milho de segunda safra

O Brasil se estabelece como líder global na produção agrícola e se destaca como pioneiro na agroindústria de baixo carbono, principalmente através da crescente cultura do milho de segunda safra, considerado uma das principais avenidas para a inovação industrial sustentável.

Diferente da abordagem europeia, que frequentemente levanta a discussão entre 'alimento versus combustível', o sistema brasileiro de múltiplas safras fornece uma resposta inovadora que assegura tanto a segurança alimentar quanto energética.

O milho, quando processado em biorrefinarias de ponta, não só contribui para a produção de proteína vegetal, mas também gera energia limpa e fertiliza o solo.

O diferencial da agroindústria nacional reside no conceito de 'poupa-terra', onde a verticalização do processamento maximiza o potencial biológico da produção. A destilação do milho gera etanol, que reduz as emissões de gases de efeito estufa entre 80% e 90%, enquanto o resíduo é transformado em DDGS, um coproduto que eleva a produção pecuária.

Esse modelo não só facilita a recuperação de pastagens degradadas, mas também potencializa o uso eficiente de áreas já cultivadas, sustentado por um ciclo regenerativo que mantém 99% das emissões em níveis biogênicos, contribuindo para um ambiente de baixo impacto.

Contexto Econômico

Apesar da crescente produção de biocombustíveis, dados de mercado indicam que a produção de milho e a variação nos preços dos alimentos não estão interligadas, com apenas 15% da produção nacional destinada a biorrefinarias.

A exploração do potencial do milho safrinha pode aumentar a produção de etanol do Brasil sem a necessidade de novas áreas agrícolas, uma verdadeira revolução verde que pode servir como modelo global de sustentabilidade.

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O milho de segunda safra é um símbolo de como a agroindústria brasileira pode liderar a descarbonização, convertendo grãos em soluções para o futuro energético do mundo

Bruno Maier, gerente de Relações Institucionais da Inpasa.

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