Alckmin defende padrões sanitários e busca reverter veto da UE à carne
Vice-presidente fala sobre acordos comerciais e situação do agronegócio brasileiro

O vice-presidente Geraldo Alckmin manifestou nesta quarta-feira (13) seu apoio aos padrões sanitários do Brasil, afirmando que a proibição da importação de carne brasileira pela União Europeia deve ser resolvida em breve. Durante sua participação no 4º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), em Brasília, ele fez um apelo por uma resolução a essa questão.
Alckmin mencionou a complexidade das relações comerciais, destacando que o Brasil conseguiu equacionar as tarifas altas impostas pelos Estados Unidos e que reuniões importantes entre as nações devem ocorrer nos próximos dias para tratar da Seção 301, que gera preocupação no país.
✨ O veto europeu poderá afetar não apenas a carne bovina, mas também produtos como frango, ovos e pescados.
O vice-presidente também discutiu os acordos do Mercosul com países como Singapura, Suíça, Noruega e Islândia, além da União Europeia. Ele ressaltou que o acordo entre o Mercosul e a UE é o maior entre blocos comerciais, oferecendo um mercado de US$ 22 trilhões. Embora tenha reconhecido as resistências na UE, ele acredita que o tratado foi bem estruturado, com salvaguardas que protegem os interesses de ambas as partes.
Alckmin reforçou que o Brasil é um exemplo mundial em cuidados sanitários relacionados à produção de carne, tanto bovina quanto de outras fontes. Ele expressou otimismo em relação à resolução do veto imposto pela União Europeia, que foi recebido pelo governo brasileiro com surpresa.
Contexto da Decisão da UE
A União Europeia anunciou o veto à carne bovina brasileira devido a preocupações com o uso de antimicrobianos na pecuária, considerando insuficientes as garantias apresentadas pelo Brasil sobre o controle das substâncias na criação animal.
Além da carne, a medida gera preocupações significativas para o agronegócio, uma vez que a carne bovina representa um dos produtos com maior valor nas exportações brasileiras. O governo se comprometeu a agir diplomaticamente para reverter essa decisão antes da implementação das restrições, prevista para 3 de setembro.
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