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Agronegócio
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São Paulo inicia campanha de atualização de rebanhos em maio de 2026

Atualização é obrigatória após suspensão da vacinação contra febre aftosa

Carlos Silva01 de maio de 2026 às 17:10
São Paulo inicia campanha de atualização de rebanhos em maio de 2026

A partir do dia 11 de maio de 2026, o Estado de São Paulo dará início a uma Campanha de Atualização dos Rebanhos, conforme anunciado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) durante a Agrishow, realizada em Ribeirão Preto. Essa ação é crucial após a suspensão da vacinação contra febre aftosa, que ocorreu em 2023.

Prazo e espécies abrangidas

O prazo para que os produtores realizem a declaração vai até 12 de junho de 2026, abrangendo todas as espécies presentes nas propriedades rurais, incluindo bovinos, bubalinos, equinos, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes, colmeias de abelhas e bicho-da-seda. Essa atualização cadastral é fundamental para assegurar a saúde do rebanho.

Atualização cadastral é obrigatória para emissão de GTA.

É importante destacar que, a partir do início da campanha, os produtores que não realizarem a atualização terão a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) bloqueada para bovinos e bubalinos. Para evitar complicações na movimentação dos animais, a atualização já pode ser feita antecipadamente a partir de 5 de maio, através do sistema Gedave ou presencialmente nas unidades da Defesa Agropecuária.

Importância do monitoramento

Conforme indicado pela Defesa Agropecuária, a atualização é essencial para monitorar a saúde e a movimentação dos rebanhos no estado, contribuindo para o controle de doenças e a implementação de ações adequadas de sanidade animal.

Novo fundo de proteção para pecuaristas

Além da atualização obrigatória, uma nova medida que será implementada em 2026 é a criação do Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC). Este fundo terá como objetivo proteger os produtores de bovinos e bubalinos, com uma contribuição de R$ 1,06 por animal declarado durante as campanhas realizadas duas vezes por ano, em maio e novembro.

O Fundesa-PEC terá um papel crucial em situações de emergência sanitária, possibilitando uma resposta rápida em caso de surtos de febre aftosa. Os recursos arrecadados serão utilizados para indenizar os produtores, considerando o valor dos animais afetados, uma medida que visa minimizar prejuízos e assegurar a proteção do setor.

A estratégia visa fortalecer o status sanitário de São Paulo.

A criação do fundo e a obrigatoriedade da atualização dos rebanhos compõem uma estratégia do governo para manter São Paulo livre de febre aftosa sem vacinação. Espera-se que essas medidas aumentem a segurança sanitária, o que é fundamental para a competitividade da carne paulista, tanto no mercado interno quanto no internacional.

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