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Agronegócio
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Aprovação de Programa Nacional de Açaí incentivará pequenos produtores

Nova lei visa fortalecer a cadeia produtiva do açaí e produtos amazônicos

Carlos Silva28 de maio de 2026 às 15:45
Aprovação de Programa Nacional de Açaí incentivará pequenos produtores

Nesta quinta-feira (28), a Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1166/25, que estabelece o Programa Nacional de Incentivo ao Cultivo e Exportação do Açaí e Produtos Amazônicos, focando no fortalecimento dos pequenos produtores e comunidades tradicionais.

Alterações e Prioridades do Projeto

A proposta, que agora segue para análise nas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça, traz modificações que redirecionam os incentivos, priorizando pequenos agricultores, extrativistas, povos indígenas e comunidades tradicionais. A relatora Meire Serafim, deputada pelo Acre, modificou o texto original da ex-deputada Sonize Barbosa.

Medidas de rastreabilidade e remuneração justa são exigidas para as empresas.

Contexto Adicional

Entre os requisitos para os benefícios fiscais, estão a rastreabilidade da produção e a remuneração adequada dos produtores, com a intenção de evitar a concentração de recursos nas mãos de grandes processadoras.

O programa também oferecerá um selo de qualidade que garante a origem e a sustentabilidade da produção, além de melhorar o acesso para cooperativas e associações comunitárias. Este selo agora também incluirá a verificação das relações comerciais com os agricultores locais.

Governança e Implementação

Para garantir uma gestão justa, o comitê responsável pelo programa contará com representantes do governo e da sociedade civil, incluindo povos originários e agricultores familiares. A implementação do programa será integrada a iniciativas já existentes, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

A proposta pode trazer benefícios tanto regulatórios quanto econômicos, embora detalhes sobre recursos financeiros e prazos de implementação ainda não tenham sido definidos. Para que o projeto se torne lei, é necessário que seja aprovado nas próximas etapas pela Câmara e pelo Senado.

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