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agricultura
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Expectativas do mercado de boi gordo são discutidas em Brasília

Reunião aborda sanidade animal e exportações de carne bovina

Gabriel Rodrigues23 de junho de 2026 às 18:15
Expectativas do mercado de boi gordo são discutidas em Brasília

A Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil se reuniu, nesta terça-feira (23), em Brasília, para debater as previsões do mercado de boi gordo para a segunda metade de 2026 e a situação das vacinas contra clostridioses no país.

Na abertura do evento, o vice-presidente da comissão, Rafael Gratão, salientou o papel do grupo na discussão de questões relevantes na cadeia produtiva e em alinhar as necessidades dos pecuaristas.

Victor Novaes, gerente da StoneX, apresentou uma análise sobre os fatores que afetaram o mercado nos primeiros meses de 2026, destacando que as exportações brasileiras de carne bovina atingiram seu recorde histórico nesse período.

A China se mantém como o principal comprador da carne brasileira, representando 58,7% das exportações só em maio.

Novaes alertou que a elevada dependência do mercado chinês é motivo de cautela, considerando que as cotas de exportação podem chegar a 90% já em junho. Ele também observou que, entre dezembro e maio, a receita da carne vendida ao país asiático aumentou em 24,5%.

No cenário doméstico, ele expressou preocupações sobre a concorrência com outros tipos de proteínas e ressaltou que eventos como a Copa do Mundo e as eleições podem impactar o consumo de carne bovina.

Vacinas contra Clostridioses

Rafael Lima Filho, assessor técnico da comissão, relatou a situação das vacinas contra clostridioses, informando que, em colaboração com o Ministério da Agricultura, o setor busca resolver o desabastecimento que tem afetado produtores. A previsão é que até dezembro, aproximadamente 154 milhões de doses estejam disponíveis.

A reunião também tratou do Protocolo Privado de Exportação de Bovinos Livres de Antimicrobianos, que foi homologado pelo Ministério da Agricultura. O protocolo é de adesão voluntária e está em conformidade com os requisitos sanitários de mercados que não aceitam o uso de antimicrobianos.

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