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Agronegócio
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Aumento de preços de insumos pressiona produtores rurais no Brasil

Custo crescente de fertilizantes e energia afeta safras e culturas.

Ricardo Alves06 de maio de 2026 às 09:46
Aumento de preços de insumos pressiona produtores rurais no Brasil

A escalada nos preços dos fertilizantes e da energia no cenário internacional está gerando desafios significativos para os agricultores em um contexto de margens de lucro estreitas e valores agrícolas em queda.

Embora a disponibilidade global de alimentos permaneça razoável, o aumento dos custos de insumos pode afetar as decisões de plantio e a eficiência das próximas colheitas.

O Brasil e a Argentina representam 10% das exportações mundiais de trigo, 39% de milho e 66% de soja.

Uma análise do International Food Policy Research Institute aponta que o conflito no Irã e o bloqueio do Estreito de Hormuz têm provocado um aumento significativo nos preços globais desses insumos, impactando diretamente os dois maiores produtores agrícolas da América do Sul.

O Brasil, por exemplo, depende de fertilizantes importados, com cerca de 28% de suas importações de nitrogenados proveniente do Golfo Pérsico em 2023. Na Argentina, esse percentual é de 9%.

Com o período de semeadura se aproximando, as compras desses insumos já estão sendo realizadas. Na Argentina, o cultivo do trigo acontece entre maio e agosto, enquanto no Brasil a procura por ureia aumenta entre outubro e janeiro para o milho safrinha.

Diante do aumento dos custos, as alternativas para os agricultores incluem a redução da quantidade de insumos utilizados por hectare ou a mudança para culturas que demandam menos insumos. Em 2022, a redução no uso de fertilizantes foi mais evidente, especialmente em relação aos fosfatados e potássio.

Se a situação no Estreito de Hormuz persistir, poderá haver uma diminuição acentuada nas importações brasileiras de ureia. Além disso, a previsão de um fenômeno climático como o El Niño no final de 2026 traz mais preocupação ao setor.

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