Banco do Brasil projeta estabilidade na carteira agro de R$ 406 bilhões
Estratégias visam aumentar a adimplência no setor até 2026

O Banco do Brasil prevê manter sua carteira de empréstimos direcionada ao agronegócio em R$ 406 bilhões em 2026, mantendo o mesmo patamar de 2025. Para alcançar uma taxa de adimplência de 95% até o final do ano, a instituição apostará em garantias, como a alienação fiduciária.
Estratégia de Garantias
Gilson Bittencourt, vice-presidente de Agronegócio e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, destacou que a alienação fiduciária é uma abordagem crucial. Nesse mecanismo, o bem financiado, como máquinas e imóveis, permanece em nome do banco até que a dívida seja totalmente paga, garantindo assim maior segurança na operação.
✨ Alienação fiduciária reduz riscos de créditos em até 6%.
Ele também mencionou que a Agrishow serviu como um teste eficaz para essa estratégia, com o banco recebendo mais de R$ 3 bilhões em propostas, que representariam menos de 1% do total da carteira agro.
Desafios e Expectativas
Apesar do desempenho robusto, a inadimplência no Banco do Brasil aumentou em 2025, o que levanta preocupação. A expectativa é que, embora o primeiro semestre de 2026 possa apresentar níveis elevados de inadimplência, medidas corretivas devem levar a uma recuperação no segundo semestre.
Aposta em Sustentabilidade
Além de trabalhar para melhorar a saúde financeira dos produtores, o Banco do Brasil está intensificando suas linhas de crédito voltadas para a sustentabilidade. Atualmente, cerca de R$ 400 bilhões em financiamentos estão alinhados a princípios de sustentabilidade, com destaque para práticas de agricultura sustentável e recuperação ambiental.
✨ Cerca de R$ 400 bilhões do banco são destinados a financiamentos sustentáveis.
De acordo com Bittencourt, essa estratégia não apenas busca aumentar a eficiência do setor, mas também está ligada a iniciativas governamentais que incentivam práticas agrícolas mais sustentáveis, como a recuperação de áreas degradadas e a melhoria na irrigação.
"Essas iniciativas ajudam a elevar a qualidade da carteira, aumentando a adimplência dos produtores.
Bittencourt acredita que a combinação de todas essas ações contribuirá significativamente para fortalecer a saúde financeira do agronegócio brasileiro até o final de 2026.
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