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economia
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Banco do Brasil enfrenta queda de lucro com inadimplência rural crescente

Instituição revisa projeção de lucro devido a desafios no setor agro

Giovani Ferreira14 de maio de 2026 às 08:10
Banco do Brasil enfrenta queda de lucro com inadimplência rural crescente

O Banco do Brasil (BB) registrou um expressivo recuo em seu lucro líquido no primeiro trimestre de 2026, atingindo R$ 3,4 bilhões, o que representa uma diminuição de 54% em comparação ao mesmo período do ano anterior, influenciado principalmente pelo aumento da inadimplência no crédito rural.

Lucro líquido ajustado do BB: R$ 3,4 bilhões, queda de 54% em um ano.

Além da redução nos lucros, o BB também ajustou suas previsões anuais, reduzindo a estimativa de lucro para um intervalo entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões, em comparação ao anterior, que variava entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões.

Aumento da inadimplência

O banco apontou que a inadimplência entre agricultores subiu para 6,22%, um aumento de 3,5 pontos percentuais em um ano, resultando em um aumento de 46% na provisão para perdas, que agora é de R$ 16,8 bilhões.

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O aumento das perdas esperadas reflete, principalmente, a alta da inadimplência nas operações com produtores rurais

Banco do Brasil.

Dados Financeiros Principais

— Lucro líquido ajustado: R$ 3,4 bilhões — Provisão para perdas: R$ 16,8 bilhões — Inadimplência do agro: 6,22% — Rentabilidade (ROE): 7,3%

Receitas impactadas por problemas no agro

O agronegócio tem enfrentado dificuldades ao longo do último ano, especialmente com a quebra da safra de soja em 2024, que resultou em um aumento significativo nos pedidos de recuperação judicial entre os produtores.

Diante deste ambiente desafiador, o Banco do Brasil tem implementado estratégias de cobrança e renegociação de dívidas, por meio do programa 'BB Regulariza Dívidas Agro', que já renegociou R$ 37,9 bilhões e atendeu mais de 25 mil produtores.

Expectativas de crescimento de crédito

Apesar da pressão atual, a carteira total de crédito do BB cresceu 2,2% em um ano, alcançando R$ 1,3 trilhão, impulsionada em parte pelo aumento do crédito consignado para pessoas físicas. Isso sugere que, embora o setor agro esteja enfrentando dificuldades, outras áreas estão apresentando desempenho positivo.

Os ativos totais do banco chegaram a R$ 2,6 trilhões, enquanto o patrimônio líquido foi de R$ 194,9 bilhões.

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