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Agronegócio
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Banco Mundial e IICA firmam acordo para conectar agricultores no Brasil

Cooperação visa fortalecer a agricultura familiar na América do Sul e no Caribe

Giovani Ferreira11 de abril de 2026 às 07:15
Banco Mundial e IICA firmam acordo para conectar agricultores no Brasil

O Banco Mundial e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) firmaram, nesta sexta-feira (10), um importante acordo em Washington, com o objetivo de expandir a conectividade rural para agricultores familiares na América do Sul e no Caribe.

O banco projeta destinar até três bilhões de dólares para a região, como parte do programa global Agriconnect, lançado em outubro do ano passado. Essa iniciativa busca facilitar o acesso dos agricultores a mercados e novas tecnologias.

Brasil é essencial para impactar 10 milhões de agricultores até 2030.

Desde a adesão do Brasil ao programa em novembro, o país se torna um pilar estratégico para alcançar a meta de atingir 10 milhões de agricultores familiares na América Latina até 2030, com um investimento global que visa beneficiar até 300 milhões de agricultores com 9 bilhões de dólares anualmente.

No contexto brasileiro, o programa apresenta um plano de ação focado em diversos investimentos, incluindo o financiamento de estruturas de armazenagem. Segundo Diego Árias, gerente regional de agricultura e alimentos do Banco Mundial, a capacidade de armazenamento atual do Brasil, que é de apenas 35% da sua produção, afeta a formação de preços de diversas commodities globalmente.

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Aumentar a capacidade de armazenamento é fundamental para reduzir a volatilidade de preços, tanto a nível nacional quanto internacional. Em termos de segurança alimentar, esta estabilização de preços é crucial

Diego Árias.

Além do Brasil, outros cinco países da região estão formulando planos similares para abordar suas particularidades na agricultura familiar. O IICA se compromete a trabalhar em conjunto com os ministérios da agricultura desses países, promovendo a coordenação das ações e o compartilhamento de experiências.

Árias menciona que o Brasil, sendo o primeiro a implementar um plano de ação, abre caminho para esforços semelhantes em países como Equador, Bolívia, Honduras, Guiana e República Dominicana, com o compromisso de alcançar as metas estabelecidas até 2030.

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