Agropecuária enfrenta desafios com informalidade e proteção social
Diretor da OIT alerta para riscos enfrentados por trabalhadores temporários

A informalidade no setor agropecuário e a falta de proteção social para trabalhadores temporários são desafios críticos destacados por Vinicius Pinheiro, diretor do escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil. Segundo ele, esses problemas impactam diretamente a segurança e saúde desses trabalhadores.
Pinheiro observa que a alta taxa de informalidade gera uma ausência de direitos, deixando os trabalhadores mais vulneráveis a condições prejudiciais, como estresse relacionado ao clima e acidentes de trabalho.
✨ Alta informalidade no agroafeta direitos e segurança dos trabalhadores.
Outra preocupação é a falta de mecanismos de proteção social, especialmente para os ‘safristas’, trabalhadores contratados para períodos específicos de plantio ou colheita, que muitas vezes atuam fora de suas regiões de origem.
Recentemente, o Congresso Nacional aprovou uma lei que permite a continuidade do pagamento do Bolsa Família aos safristas, uma medida que busca incentivar a formalização do trabalho no setor. A Frente Parlamentar Agropecuária ressaltou que o risco de perder o benefício pode desencorajar contratações formais.
No entanto, o projeto foi integralmente vetado pelo Poder Executivo, que alegou inconstitucionalidade e contrariedade aos interesses públicos. A bancada ruralista está mobilizando esforços para reverter esse veto.
Pinheiro esclarece que existe um temor entre os trabalhadores temporários sobre a perda da proteção social ao se formalizarem. Contudo, ele argumenta que a falta de informação sobre como esses mecanismos funcionam é um dos principais obstáculos.
O diretor da OIT enfatiza que a legislação atual oferece incentivos para que os safristas se formalizem sem perder o benefício. Isso é possível, desde que as famílias atendam a certos critérios de renda, que são reavaliados caso o trabalhador volte a uma situação de vulnerabilidade.
"As pessoas precisam entender que a formalização é um passo importante para o progresso social, mesmo que inicialmente elas continuem a receber o Bolsa Família.
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