Brasil apresenta estudo sobre descarbonização da pecuária em Roma
Pesquisas revelam potencial sustentável do país na produção de carnes.

Representantes de diversas entidades brasileiras participaram de um evento em Roma, na sede da FAO, para apresentar um estudo que analisa as oportunidades e desafios da pecuária brasileira. O levantamento, realizado pela FGV Agro e promovido pela ApexBrasil em colaboração com a Abiec, lança luz sobre a produção de carnes no Brasil.
Intitulado "Trajetórias de Descarbonização da Pecuária de Corte no Brasil – 2025 a 2050", o estudo destaca como o Brasil pode atender a demanda global por alimentos enquanto reduz seu impacto ambiental por meio de inovações tecnológicas. Em um cenário global em que a produção de proteína animal diminui, o Brasil se destaca com o maior rebanho comercial do mundo.
✨ Em 2024, o Brasil teve 192,6 milhões de cabeças de gado, mantendo 66,3% de sua vegetação nativa preservada.
O estudo indica que o país utiliza 30,2% de seu território para a agropecuária, enquanto protege 33,2% de suas propriedades rurais por lei. Ao longo de 20 anos, a produção de carne bovina no Brasil aumentou em mais de 240%, enquanto a área de pastagens diminuiu em 11%. Esse aumento foi considerado um "efeito poupa-terra", evitando a utilização adicional de 397 milhões de hectares.
Camila Estevam, da FGV Agro, apresentou resultados técnicos que evidenciam que as práticas atuais podem levar a uma redução de até 60% nas emissões até 2050. Com o Plano ABC+, essa intensidade pode cair até 92,6%, demonstrando a eficácia das práticas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e a recuperação de pastagens.
Thanawat Tiensin, da FAO, enfatizou a importância da colaboração entre setor privado, acadêmicos e agricultores para a transformação do setor pecuário. "Cada país precisa encontrar seu próprio caminho na produção sustentável", disse Tiensin.
✨ O estudo é um respaldo para a credibilidade do produto brasileiro no mercado internacional.
Fernando Zelner, da Abiec, destacou o valor da pesquisa para a reputação do agronegócio brasileiro, afirmando que a ciência embasada é crucial para mostrar a sustentabilidade e a confiabilidade das carnes brasileiras em mercados globais.
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