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Agronegócio
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Brasil atua para atender exigências da UE após exclusão de exportações

Governo atribui ao setor produtivo adaptações necessárias para reconquistar mercado

Gabriel Rodrigues08 de julho de 2026 às 10:35
Brasil atua para atender exigências da UE após exclusão de exportações

O governo brasileiro enfrenta a exclusão de certa lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia, conforme um documento encaminhado à Câmara dos Deputados. A responsabilidade por sanear as exigências recai, em grande parte, sobre o setor produtivo, como explicou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Responsabilidade do setor produtivo

De acordo com a resposta a um requerimento da Câmara, obtida pela agência Lusa e confirmada pela CNN, o governo ressalta que é essencial a criação de sistemas de controle privados. Estes mecanismos devem garantir que os animais destinados ao mercado europeu não recebam antimicrobianos proibidos pela legislação europeia ao longo de suas vidas.

Antimicrobianos vetados continuam registrados no Brasil para várias culturas, o que leva o governo a escolher não proibi-los. Sistema segregado para exportações é proposto.

O Mapa alega que ainda existem antimicrobianos proibidos pela União Europeia que são autorizados no Brasil para uso na bovinocultura, avicultura e suinocultura. Em resposta, o governo sugeriu a criação de sistemas segregados para a produção destinada às exportações, onde caberia às cadeias produtivas assegurar os protocolos de controle e rastreabilidade.

Nesse contexto, o Serviço Veterinário Oficial assumiria a responsabilidade de verificar esses sistemas, a fim de facilitar a emissão dos certificados sanitários exigidos pelos europeus. A resposta foi enviada ao deputado federal Evair Vieira de Melo e assinada pelo ministro da Agricultura, André de Paula, em resposta às dúvidas sobre a exclusão do Brasil da lista autorizada pela União Europeia.

Negociações em andamento

O documento descreve um histórico da interação entre o governo e as cadeias produtivas, começando em junho de 2023, quando foi feita a primeira reunião para discutir a necessidade de implementar protocolos compatíveis com as exigências europeias. Desde então, o Mapa tem solicitado propostas de organizações como ABIEC e ABPA.

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As propostas iniciais não garantiam o atendimento dos requisitos da UE

Ministério da Agricultura

O relato indica que as primeiras sugestões de protocolos para bovinos foram rejeitadas por não atenderem às exigências. Após o envio de uma nova proposta em abril deste ano, a Comissão Europeia não aceitou a alternativa de um período de transição.

O protocolo revisado foi homologado em 29 de maio, mas o Mapa ainda não possui uma estimativa precisa dos possíveis danos econômicos decorrentes de não atender às exigências europeias. Entretanto, os setores mais vulneráveis incluem as exportações de carne de frango e bovina, que dominam as vendas brasileiras para a UE.

Impacto das Negociações

A exclusão do Brasil da lista de países autorizados pode intensificar desvantagens competitivas frente a Argentina, Paraguai e Uruguai, que ainda estão habilitados.

Continuam os esforços

As negociações entre o Brasil e a União Europeia permanecem ativas, enquanto o governo tenta convencer as autoridades europeias de que os novos protocolos e mecanismos de controle estão adequados às exigências sanitárias necessárias para a certificação de suas exportações.

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