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Agronegócio
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Brasil e China avançam em exportação de carne suína

Protocolo revisado pode ampliar exportações brasileiras para o mercado chinês

Gabriel Rodrigues19 de maio de 2026 às 21:10
Brasil e China avançam em exportação de carne suína

Nesta terça-feira, 19, durante encontros em Pequim, Brasil e China avançaram nas negociações sobre os requisitos sanitários para a exportação de carne suína e seus subprodutos. Essa informação foi confirmada em uma reunião entre André de Paula, ministro da Agricultura e Pecuária brasileiro, e Sun Meijun, ministra da Administração-Geral das Alfândegas da China.

O governo brasileiro anunciou que o novo protocolo abrange a inclusão de miúdos suínos, embora sua implementação ainda exija formalização. O diálogo fez parte da missão oficial brasileira e visou reforçar as relações comerciais e a cooperação sanitária entre os dois países.

Em 2025, a China importou US$ 51,4 bilhões em produtos agrícolas brasileiros, representando cerca de 50% do comércio total entre os países.

Durante as discussões, foram definidos os termos técnicos do protocolo atualizado referente à carne suína. Após a formalização, o Ministério da Agricultura e Pecuária se comprometeu a informar às empresas brasileiras sobre as preparações técnicas necessárias, enquanto a GACC prosseguirá com seus procedimentos internos para facilitar o comércio.

Esse progresso é crucial, pois a aceitação e a expansão dos protocolos sanitários são determinantes para a entrada no vasto mercado chinês, o qual é prioridade para os produtos do agronegócio brasileiro. A introdução de miúdos suínos pode diversificar o portfólio de exportações e aumentar o valor da cadeia, desde que os padrões operacionais e sanitários sejam respeitados.

Adicionalmente, os representantes também abordaram outras questões do setor. Foi anunciada a reabilitação de três plantas brasileiras de carne bovina que estavam sob suspensão, e indicou-se que a certificação eletrônica para produtos cárneos iniciará no próximo mês. Os detalhes sobre quais estabelecimentos foram retomados e o cronograma da certificação não foram divulgados.

A formalização do protocolo é a próxima etapa para avançar com os embarques, e a eficácia comercial da medida dependerá do encerramento dos trâmites governamentais e da adequação técnica das empresas aos requisitos chineses.

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