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política
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Governo promove campanha pela redução da jornada de trabalho

Iniciativa busca apoio popular e acelera trâmite legislativo

Camila Souza Ramos03 de maio de 2026 às 16:00
Governo promove campanha pela redução da jornada de trabalho

O governo federal lançou, no domingo (3), uma nova campanha visando o fim da jornada de trabalho 6×1, propondo a redução da carga de 44 para 40 horas semanais, sem redução nos salários.

Com a mensagem "Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.", a campanha será divulgada em vários meios de comunicação, incluindo televisões, rádios e mídias digitais.

Três em cada dez trabalhadores da CLT estão na escala 6×1, o que representa uma potencial mudança significativa para mais de 37 milhões de pessoas se a proposta for aprovada.

Essa movimentação do Palácio do Planalto surge após a derrota do governo em duas votações importantes na semana anterior, demonstrando uma tentativa de recuperar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em queda.

O presidente enviou um projeto de lei que assegura dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer diminuição salarial, optando por essa via legislativa para manter a possibilidade de vetos.

Paralelamente, o presidente da Câmara, Hugo Motta, está acelerando a tramitação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o mesmo tema, visando também deixar sua marca na proposta diante do calendário eleitoral.

Motta convocou sessões legislativas ao longo da semana, um movimento inusitado, considerando que a Câmara geralmente delibera de terça a quinta-feira, para facilitar a análise da proposta.

A comissão que examina a PEC também iniciará seminários discutindo a proposta na Paraíba, com a expectativa de que o primeiro evento ocorra em João Pessoa na próxima quinta-feira (7).

Impacto econômico

A proposta de redução da jornada está gerando preocupações no setor produtivo, com a CNI alertando para possíveis aumentos de custos para produtos e serviços, perda de poder de compra e elevação da inflação.

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