Roberto Perosa, da Abiec, projeta que cota será atendida mais rápido que em 2026.

O Brasil deve cumprir a cota de exportação de carne bovina para a China em 2027 mais rapidamente do que em 2026. Esta afirmação foi feita pelo presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, durante o Sial Paris 2026, na capital francesa.
"As empresas estão voltando a produzir carne para a China. É necessário que haja uma conjuntura favorável de transporte marítimo para garantir que os produtos cheguem no prazo, mas esperamos que a cota se encerre antes do previsto", afirmou Perosa.
✨ A cota de importação estabelecida pela China para este ano é de 1,1 milhão de toneladas, significativamente menor do que o quase 1,7 milhão exportado em 2025.
O total de exportação do Brasil alcançou a cota completamente em junho deste ano, após o que as vendas praticamente pararam. As exportações que excederem a cota estão sujeitas a uma tarifas de 55%, o que torna as transações inviáveis, segundo o setor. Além disso, a sinalização de aumento na demanda pela carne brasileira por parte de compradores chineses durante o Sial Paris é vista como uma oportunidade para novas vendas.
Perosa destacou também o interesse de compradores de Malásia, Indonésia e países da África e Oriente Médio, reforçando a tendência de recuperação das indústrias voltadas para a China. A expectativa é que o Sial Paris sirva como um importante ponto de vendas inicial.
Ele ainda apontou que a demanda por carne bovina para exportação está elevando os preços no Brasil. O indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) registrou uma alta de 4,5% em outubro, alcançando R$ 380,70 por arroba até o dia 16. Em Mato Grosso, a referência do Instituto de Economia Agropecuária do Estado (Imea) subiu 5,36%, atingindo R$ 353,11 na mesma data.
No evento, um estande da marca Brazilian Beef, que reúne 25 empresas do setor, oferece uma churrascaria para promover a carne brasileira. Estima-se que serão servidas até uma tonelada de cortes como picanha e filé-mignon, totalizando mais de mil refeições diárias durante a feira.
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