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economia
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Trump visita a China e impacta agricultura global

Relação comercial entre EUA e China em jogo durante a visita

João Pereira13 de maio de 2026 às 09:35
Trump visita a China e impacta agricultura global

A visita do presidente americano Donald Trump à China nesta quarta-feira (13) pode trazer repercussões importantes nas relações comerciais entre os dois gigantes econômicos.

O encontro com o líder chinês, Xi Jinping, está inserido em um contexto de tentativas de aliviar tensões comerciais e pode impactar diretamente mercados cruciais para a agricultura brasileira, como soja, milho e carne bovina.

Objetivo da viagem é expandir a presença de produtos agropecuários dos EUA no mercado chinês.

Trump manifestou sua intenção de 'abrir as portas do mercado chinês' aos exportadores americanos, que enfrentam desafios após anos de disputas tarifárias com Pequim. Os setores prioritários para os EUA incluem soja, carne bovina, milho, trigo e frango.

Análises indicam que a Casa Branca tenta assegurar um novo acordo de compras agrícolas com a China, visando fortalecer o setor rural dos EUA e elevar os preços das commodities. Contudo, isso se choca com os interesses do Brasil, que já é o principal fornecedor de soja e carne bovina para a China.

Contexto

A China representa uma parcela significativa da demanda global por produtos agrícolas e se tornou ainda mais dependente do Brasil após a escalada das tensões comerciais com os EUA.

Nos últimos anos, o Brasil consolidou uma posição de destaque no fornecimento de soja para a China, enquanto a participação dos EUA nas importações chinesas dessa oleaginosa caiu significativamente.

Apesar do cenário otimista para os EUA, especialistas acreditam que uma intensificação das compras chinesas de produtos agrícolas americanos pode prejudicar a competitividade brasileira no curto prazo, especialmente nas cotações da soja na Bolsa de Chicago.

Além das questões agrícolas, as discussões entre Trump e Xi abrangem temas complexos como tarifas, minerais raros, inteligência artificial, semicondutores e tensões geopolíticas como o caso de Taiwan e conflitos no Oriente Médio.

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