Brasil enfrenta bloqueio da UE em exportações de carnes por antimicrobianos
Setor privado é responsabilizado pela falta de soluções em fiscalização

O Ministério da Agricultura do Brasil anunciou que o setor privado tem parte da culpa pelo bloqueio das exportações de carne para a União Europeia, que ocorrerá em 3 de setembro de 2026. O bloqueio resulta da exigência da UE de comprovação da não utilização de antimicrobianos na produção pecuária.
Responsabilidade compartilhada
Em documentação enviada ao deputado Evair de Melo, o ministro André de Paula afirmou que as iniciativas necessárias para garantir a exportação dependem significativamente da implementação de sistemas de controle privados que assegurem conformidade com as normas europeias.
✨ 34 reuniões e alertas foram realizados desde 2023 entre o ministério e representantes do setor.
O ministério ressaltou que os produtos antimicrobianos proibidos pela UE estão frequentemente registrados no Brasil, usados na bovinocultura, avicultura e suinocultura. A avaliação da eficácia desses sistemas de controle cabe à Secretaria de Defesa Agropecuária.
Apesar das circunstâncias, o ministério não considera que a exclusão do Brasil seja resultado de falhas administrativas ou diplomáticas, classificados como barreiras sanitárias.
Impactos nas exportações
As exportações brasileiras para a UE nos últimos anos somaram altos valores: US$ 1,388 bilhão em 2023, US$ 1,455 bilhão em 2024 e US$ 2,026 bilhões em 2025. O impacto do bloqueio nas cadeias produtivas é analisado pelo ministério.
O protocolo de exportação de bovinos livres de antimicrobianos foi homologado, mas sua certificação deverá levar cerca de dois anos. O pedido de período de transição para evitar interrupções não foi aceito pela UE.
- 1Controlos específicos não são necessários para pescados, mel e carne suína.
- 2Medidas de fiscalização existentes já garantem conformidade.
- 3Proibição do uso de determinados antimicrobianos é válida para várias espécies.
O ministério também validou protocolos de controle para a cadeia de aves, pois seu ciclo de vida é mais curto, facilitando a adequação às normas da UE. As verificações serão realizadas anualmente, com base em amostragens de risco.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Agronegócio

Governo planeja apresentar novo Plano Safra em junho
Ministro André de Paula discute prioridades e impacto no setor agropecuário

Suspensão de frigorífico gera alerta sobre carne brasileira na China
Frigorífico é interrompido após detecção de resíduos, elevando preocupações no setor.

Abate de bovinos tem aumento de 24,1% no 1º trimestre segundo dados do IBGE.
Produção de carcaças, leite e couro também apresenta variações no período

Produção de carne de bovinos aumenta, enquanto de frangos e suínos diminui no 1º trimestre de 2024
Leite, ovos e couro apresentam variações positivas, enquanto frangos e suínos recuam





