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Agronegócio
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Suspensão de frigorífico gera alerta sobre carne brasileira na China

Frigorífico é interrompido após detecção de resíduos, elevando preocupações no setor.

Carlos Silva16 de abril de 2026 às 07:35
Suspensão de frigorífico gera alerta sobre carne brasileira na China

A suspensão de uma unidade de um frigorífico brasileiro pela China acendeu um sinal de alerta significativo no setor de proteína animal e nas esferas do governo, devido à crescente inquietude das autoridades chinesas em relação à presença de resíduos na carne importada.

De acordo com uma avaliação recente das autoridades brasileiras que estão em diálogo com Pequim, incidentes desse tipo podem deixar de ser considerados como casos esporádicos e serem vistos como um problema estruturante, o que pode levar a um endurecimento nas exigências de controle sanitário sobre as exportações brasileiras.

O aumento na fiscalização pode acarretar em novas restrições aos exportadores brasileiros de carne.

Na prática, isso pode resultar em uma ampliação do monitoramento das cargas brasileiras nos portos da China, aumentando a chance de novas detecções de resíduos e, consequentemente, mais restrições.

As discussões sobre esse tema passaram a ser prioridade nas reuniões recentes entre as equipes técnicas do Brasil e da China. Essa situação se agravou após a suspensão de um frigorífico em Várzea Grande (MT), associado à Pantaneira Indústria e Comércio de Carnes, que teve operações interrompidas devido à presença de substâncias não permitidas em um lote exportado.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está liderando uma investigação para determinar a origem do problema e fornecer as informações necessárias à Administração Geral de Aduanas da China (GACC), responsável pela fiscalização sanitária chinesa.

A avaliação indica que a solução para evitar futuras ocorrências está no fortalecimento dos controles ao longo de toda a cadeia produtiva, especialmente no que tange ao uso de medicamentos veterinários nas propriedades rurais.

Contexto

A China representa o principal mercado para a carne bovina brasileira, respondendo por mais de 40% das exportações, o que torna qualquer alteração nas regras de fiscalização especialmente impactante.

Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) declarou que está monitorando a situação junto ao Mapa e que a carga envolvida no incidente já foi descartada conforme as normas sanitárias vigentes. A entidade ressaltou que o Brasil possui um sistema de controle sanitário rigoroso e reconhecido internacionalmente, com vigilância constante em toda a cadeia de produção.

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