Brasil luta para reverter bloqueio de carne bovina pela UE
Expectativa é que restrições se prolonguem até 2027

O governo brasileiro está se mobilizando para enviar informações exigidas pela União Europeia (UE) até a próxima segunda-feira (25) a fim de restaurar a habilitação da carne bovina e outros produtos de origem animal que foram recentemente bloqueados. A medida impacta significativamente o setor agropecuário brasileiro, especialmente em um momento delicado de negociações comerciais.
✨ O Brasil foi retirado da lista de países autorizados a exportar para a UE devido à falta de garantias sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.
A atualização da lista pela UE, que ocorreu recentemente, levou ao embargo de diversos produtos, incluindo bois, cavalos, ovos e aves. A proibição, que começa a valer em 3 de setembro, poderá ser revertida se o Brasil cumprir os requisitos documentais necessários.
Após o comunicado da UE, o governo brasileiro realizoi reuniões para definir um cronograma de envio da documentação, que deve ser apresentada entre os dias 10 e 15, antes do prazo final de 28 de maio. Nesse contexto, novas diretrizes para o uso de antimicrobianos na pecuária também foram divulgadas.
No entanto, a carne bovina enfrenta o maior risco de não ter sua habilitação restaurada rapidamente, com previsões de que as restrições possam durar até 2027. Essa situação se torna ainda mais complexa em virtude do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul, que entrou em vigor de maneira provisória em maio, mas enfrenta forte resistência, especialmente na França.
Analistas acreditam que a decisão da UE possui um caráter político, servindo como uma mensagem aos produtores rurais europeus. Enquanto isso, o setor agro brasileiro recebeu uma notícia positiva com a habilitação de três frigoríficos chineses, o que reforça a confiança na qualidade dos produtos brasileiros.
"Diante disso, faz sentido a China flexibilizar a entrada de produto brasileiro, refletindo a estabilidade da relação entre os dois países no contexto do agro
O mercado global de rebanho está em declínio, e especialistas enxergam o Brasil como um fornecedor ágil, capaz de se adaptar rapidamente a novas regulamentações.
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