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Agronegócio
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Brasil preparado para reduzir importações de soja pela China

Brasil pode compensar a diminuição nas compras com novos mercados

Gabriel Rodrigues08 de julho de 2026 às 16:20
Brasil preparado para reduzir importações de soja pela China

Fabrício Rosa, diretor executivo da Aprosoja Brasil, declarou que o Brasil está preparado para lidar com a redução nas importações de soja feitas pela China, que deve ocorrer entre 2026 e 2035 em um percentual de cerca de 25%, somando aproximadamente 30 milhões de toneladas.

Rosa pontuou que essa expectativa não deve impactar de forma drástica o mercado brasileiro, uma vez que existem alternativas, como a expansão dos mercados compradores e o aumento da demanda interna. Segundo ele, a diversificação dos destinos das exportações, principalmente para países do Sudeste Asiático e Oriente Médio, servirá como compensação.

Diversificação das exportações e incentivo ao consumo interno são fundamentais.

"

Na perspectiva brasileira, nós achamos que o Brasil tem total condição de absorver essa redução ao longo dos próximos anos.

Ele também enfatizou que a demanda da China pela soja ainda é estável e a redução acontecerá de maneira gradual, permitindo ao mercado se ajustar ao novo cenário. Rosa ainda sugeriu a implementação de políticas públicas que favoreçam a industrialização da soja e estimulem o consumo de proteínas de origem animal no Brasil.

Ele disse: "É importante que o governo implemente políticas de incentivo não apenas ao consumo de proteínas de qualidade, mas também à industrialização". Essa abordagem é crucial, pois o farelo de soja desempenha um papel central na alimentação de animais, essencial para atender ao crescente consumo de produtos como ovos, leite e carnes.

Contexto

O Brasil é um dos principais produtores e exportadores de soja no mundo. Com as mudanças no mercado chinês, ações estratégicas podem garantir a estabilidade do setor agrícola brasileiro.

Na visão de Rosa, o Brasil tem uma posição privilegiada nesse segmento, visto que o farelo de soja continua sendo uma solução competitiva e economicamente viável para a produção de proteína animal em escala global.

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