BRICS avança em cooperação agroalimentar em reunião na Índia
Acordos visam fortalecer segurança alimentar e sustentabilidade rural.

A Reunião Ministerial de Agricultura do BRICS, que aconteceu em Indore, na Índia, nos dias 12 e 13 de junho, resultou em avanços nas discussões sobre uma declaração conjunta voltada para a cooperação agroalimentar entre os países membros do bloco.
Conforme informa o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a delegação brasileira priorizou questões como segurança alimentar, desenvolvimento rural e a promoção de sistemas agroalimentares mais sustentáveis, inclusivos e resilientes.
Antes da reunião principal, o Grupo de Trabalho de Agricultura se encontrou entre 9 e 11 de junho na mesma cidade. A delegação do Brasil foi chefiada por Thomas Patriota, que representa a Assessoria Internacional da ministra Fernanda Machiaveli.
✨ Os debates em Indore abordaram os desafios globais dos sistemas agroalimentares, como as mudanças climáticas e a degradação ambiental.
Os países participantes discutiram estratégias mútuas para garantir a segurança alimentar e gerenciar a governança global relacionada ao tema. A posição brasileira reforçou a relevância dos pequenos produtores e agricultores familiares na produção de alimentos e na conservação da biodiversidade.
O MDA também enfatizou a importância de instrumentos de política pública, incluindo estoques estratégicos, crédito acessível, seguros agrícolas e tecnologias de mecanização adequadas.
A declaração em elaboração aborda ainda a cooperação em aspectos comerciais agrícolas e pesquisa, além de inovação e troca de conhecimentos entre os países do BRICS.
Contexto
O Brasil defende um sistema multilateral de comércio que seja aberto, transparente e baseado em regras, centrando esforços na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Além disso, o documento discute práticas ambientais, como agroecologia e recuperação de áreas degradadas, propondo também sistemas integrados de cultivo, como a integração lavoura-pecuária-floresta.
Entre as iniciativas discutidas, está a formação da Rede de Insumos Agrícolas, Exigências Genéticas e Informação (AGRIN) e a criação de Centros de Excelência em agricultura regenerativa.
Apesar das intenções positivas, o MDA não revelou prazos ou metas concretas para a implementação dessas medidas, nem a influência direta que elas poderiam ter sobre os produtores brasileiros.
A reunião também abordou temas como a pesca, a aquicultura e a necessidade de reduzir perdas e desperdícios alimentares, além de discutir o acesso ao financiamento.
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