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Agronegócio
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Cadeia do girassol da Argentina cresce junto a demanda internacional

Setor espera atingir recorde de produção apesar de desafios estruturais

Gabriel Rodrigues20 de abril de 2026 às 02:00
Cadeia do girassol da Argentina cresce junto a demanda internacional

A cadeia do girassol na Argentina está em plena expansão, aumentando a produção e as exportações, o que resulta em um crescimento significativo nas divisas. O setor contempla um futuro promissor, embora enfrente desafios relacionados à infraestrutura e à carga tributária.

Desempenho da Produção e Expectativas

Durante o VIII Congresso Argentino de Girasol, Juan Martín Salas Oyarzun, presidente da ASAGIR, revelou que a produção de grãos neste ciclo deve crescer 94% em comparação com a safra de 2021/22. Esse crescimento é uma resposta coordenada à crescente demanda internacional.

Argentina pode alcançar quase 9,5 milhões de toneladas, superando recordes anteriores.

O aumento na produção e no processamento, conforme relatado por Oyarzun, está associado a um ganho de eficiência. A previsão é que a produção se aproxime das sete milhões de toneladas alcançadas nos anos de 1998 e 1999, com a ressalva de que para isso, há um cultivo de 1,3 milhão de hectares a menos.

Impacto Econômico e Desafios

Economicamente, as exportações de óleos e produtos derivados da cadeia geraram quase 50% a mais em divisas em 2025, se comparado ao ano anterior. A produção de óleo também atingiu o maior nível desde 2000, mantendo um crescimento estável no início de 2026.

A ASAGIR observa que, se a procura internacional continuar elevada e as áreas cultivadas se igualarem aos patamares de duas décadas atrás, a Argentina tem potencial para uma produção de até 9,5 milhões de toneladas.

Foco nas Exportações

Com o mercado interno já abastecido, a prioridade do setor está em ampliar as vendas externas, especialmente para a Índia e outros mercados específicos.

Entretanto, o setor enfatiza a necessidade de revisão das políticas fiscais que impactam negativamente a produção e requer melhorias significativas na infraestrutura de transporte. Além disso, a capacitação e a implementação de boas práticas são vistas como essenciais para reduzir a lacuna entre o potencial produtivo e os resultados obtidos.

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