Café brasileiro enfrenta queda de preços e expectativa de maior safra
Pressão no mercado é impulsionada pela colheita e clima favorável

O setor cafeeiro brasileiro inicia maio enfrentando uma pressão significativa com a queda nos preços do café arábica. As expectativas de uma acomodação no mercado ao longo do segundo semestre são alimentadas por diversos fatores, conforme análises da Consultoria Agro do Itaú BBA.
A intensificação da colheita no Brasil, a valorização do real e a previsão de uma safra maior estão entre as principais razões para a movimentação nos preços. O clima seco tem facilitado as atividades nas principais regiões produtoras, permitindo um avanço notável nas colheitas de conilon, enquanto as áreas de arábica começam a acelerar seus trabalhos.
Os contratos futuros de café arábica para julho apresentaram uma queda de 5,6% até 8 de maio, sendo negociados a US$ 2,75 por libra-peso. Quando convertidos para a moeda brasileira, os preços despencaram 11%, com valores em torno de R$ 1.670 por saca, refletindo a influência cambial no mercado.
✨ A produção brasileira para a safra 2026/27 poderá crescer 15%, com o arábica aumentando 25%, totalizando 47,5 milhões de sacas.
As exportações referentes à safra 2025/26 são estimadas entre 38 milhões e 40 milhões de sacas. Para o ciclo seguinte, de julho de 2026 a junho de 2027, a expectativa é de que a disponibilidade para exportação chegue a cerca de 50 milhões de sacas.
Embora as previsões apontem para um aumento na oferta, o mercado permanece atento às condições climáticas. Ameaças como frentes frias, potenciais geadas e a antecipação do fenômeno El Niño podem impactar o ritmo da colheita, a qualidade dos grãos e, consequentemente, a volatilidade dos preços.
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