Café sustentável: Brasil aposta em soluções biológicas para produtividade
Iniciativas visam reduzir insumos químicos e aumentar a resiliência das lavouras.

A aplicação de soluções biológicas na cafeicultura está crescendo como uma estratégia eficaz para promover a sustentabilidade, diminuir o uso de insumos químicos e garantir a produtividade em face de desafios fitossanitários e climáticos.
No Brasil, que lidera a produção mundial de café, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê que a safra de 2026 deve alcançar a marca de 66,2 milhões de sacas, representando um aumento de cerca de 17% em relação ao ciclo anterior.
✨ O café demanda controle rigoroso de pragas e doenças, o que torna o manejo biológico uma alternativa promissora para os produtores.
Renato Costa, gerente de marketing regional da Biotrop, destaca que a cultura cafeeira é de alto valor agregado e requer uma gestão cuidadosa para a manutenção de sua qualidade e produtividade. Dentro desse cenário, o uso de práticas biológicas está se consolidando como uma solução viável, embora sua adoção precise de um suporte técnico aprimorado para os agricultores.
Exemplos de Manejo Sustentável
Na Fazenda Jaboticabeiras, localizada em Guaxupé (MG) e com uma tradição de mais de um século na produção de café, uma combinação de práticas tradicionais com soluções biológicas tem sido utilizada há mais de oito anos. Essa abordagem visa a otimização do aproveitamento de nutrientes e a resistência das plantas, reduzindo gradativamente a necessidade de defensivos químicos.
A implementação de plantas de cobertura na fazenda também trouxe benefícios significativos, como melhoria da estrutura do solo, aumento da matéria orgânica, melhor retenção de água e controle eficaz de plantas invasoras.
Outra referência é a Fazenda Liberdade, em Altinópolis (SP), que incorporou o manejo biológico em 2019, abrangendo atualmente 264 hectares. A estratégia da fazenda é prevenir problemas usando produtos biológicos enquanto reserva os químicos para intervenções corretivas.
✨ Pesquisas realizadas em colaboração com o IBA mostraram melhorias na estrutura e na atividade biológica do solo, mesmo em condições desafiadoras como secas severas e granizo.
Análises de solo revelaram um avanço de 150% em parâmetros físicos e um crescimento de 22% em indicadores biológicos, refletindo a eficácia das novas práticas adotadas.
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