Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

Pragas ameaçam a produção de algodão durante floração

Monitoramento é essencial para garantir qualidade e produtividade

Gabriel Rodrigues13 de julho de 2026 às 09:45
Pragas ameaçam a produção de algodão durante floração

O estágio reprodutivo do algodoeiro, caracterizado pela formação de botões, flores e maçãs, é uma fase crítica que apresenta grande vulnerabilidade a pragas. Entre as principais ameaças está o bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), que ataca as estruturas reprodutivas e pode causar perdas significativas na colheita.

Principais Pragas e Seus Efeitos

Além do bicudo, pragas como os percevejos (Dysdercus spp. e Piezodorus guildinii) também representam um risco considerável, uma vez que estes sugam o conteúdo dos frutos em desenvolvimento, resultando em deformações e quedas prematuras. As lagartas, que danificam flores e maçãs, e a mosca-branca (Bemisia tabaci), que provoca o surgimento da fumagina, são outras pragas que podem comprometer a produção.

Danos nem sempre visíveis logo de início reforçam a necessidade de monitoramento constante.

De acordo com especialistas, a observação atenta no campo é fundamental, já que os danos causados por essas pragas podem não ser imediatamente perceptíveis. O bicudo-do-algodoeiro, por exemplo, fura botões e flores para se alimentar e colocar ovos, o que pode levar a abortos e quedas das estruturas reprodutivas.

Importância do Monitoramento

A inspecção deve ser sistemática, com registros sobre a porcentagem de botões danificados e outros sintomas, permitindo uma resposta ágil e embasada na realidade do campo.

Na tomada de decisões sobre o controle, o monitoramento constante é promovido como a melhor prática. Em situações de alta pressão, aumentar a frequência das inspeções para até duas vezes por semana é aconselhável. A aplicação de inseticidas deve ser determinada por critérios específicos sobre a densidade de pragas, evitando intervenções desnecessárias que podem levar ao aumento da resistência.

  • 1Utilizar inseticidas seletivos.
  • 2Integrar táticas de controle biológico.
  • 3Monitorar ativamente o campo para decidir sobre intervenções.

Para manter a eficácia ao longo da safra, recomenda-se o uso de diferentes estratégias de controle, incluindo componentes culturais e biológicos além dos químicos. O planejamento deve incluir o estágio fenológico da planta e dados climáticos para decisões mais precisas.

Por fim, ações que preservem os inimigos naturais e o manejo adequado de bordaduras e plantas daninhas são essenciais para evitar a proliferação de pragas e garantir a saúde da lavoura.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio