Mosaico comum do trigo pode causar grandes perdas na safra
Produtores devem ficar atentos aos sintomas durante o inverno

O mosaico comum do trigo, uma virose crítica em regiões frias do Brasil, se mostra mais prevalente em lavouras cultivadas entre outono e inverno. Essa situação é especialmente preocupante entre junho e agosto, quando os sinais da doença, como manchas amareladas, podem facilmente ser confundidos com deficiências nutricionais.
✨ Produtores devem estar atentos aos sintomas para evitar prejuízos.
A Embrapa Trigo alerta que o Wheat streak mosaic virus é o principal causador da virose em cereais de inverno, sendo transmitido pelo ácaro Aceria tosichella. Este ácaro é tão pequeno que não pode ser visto a olho nu e infecta diversas gramíneas, incluindo trigo e milho. O vírus sobrevive nas plantas hospedeiras durante a entressafra, facilitando sua propagação.
Impactos e Diagnóstico
As infecções ocorrem preferencialmente em plântulas jovens ou em perfilhamento e podem levar a uma diminuição significativa no crescimento e na fotossíntese das plantas. Como o vírus se espalha pelo sistema vascular da planta, a infecção é sistêmica e não pode ser eliminada, ocasionando uma recuperação parcial nas melhores condições climáticas, mas com queda na produtividade.
"Os danos se intensificam dependendo do momento da infecção e da suscetibilidade da cultivar
O reconhecimento dos sintomas exige uma análise minuciosa nas lavouras para diferenciar o mosaico de problemas nutricionais. As plantas infectadas geralmente se destacam por seu porte reduzido e coloração amarelada acentuada. As áreas afetadas tendem a apresentar um padrão de reboleiras irregulares, distinto das manifestações de deficiências nutricionais.
Orientações para Identificação
Para diferenciar o mosaico comum de problemas nutricionais, os agricultores devem observar: a distribuição irregular das manchas, o padrão de amarelecimento que é mais homogêneo nas deficiências, e a resposta a correções nutricionais, que são geralmente imediatas em deficiências, ao contrário do mosaico.
Manejo e Prevenção
Não existem soluções químicas que eliminem o vírus, portanto, o manejo do mosaico comum envolve confirmar o diagnóstico e implementar ações preventivas. Agricultores devem evitar aumentar as doses de nitrogênio e focar na eliminação de plantas voluntárias e hospedeiras durante a entressafra, além de seguir as recomendações agronômicas para o uso de herbicidas.
A Embrapa sugere também a escolha de cultivares mais resistentes e o monitoramento contínuo das áreas afetadas, ajustando práticas de semeadura para minimizar a pressão de vetores do vírus.
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