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Agronegócio
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Cazaquistão deve ver queda na produção de trigo e cevada em 2026-27

Efeitos climáticos e de mercado influenciam projeções de safra

Fernanda Lima01 de maio de 2026 às 15:45
Cazaquistão deve ver queda na produção de trigo e cevada em 2026-27

A produção de trigo e cevada no Cazaquistão deverá sofrer uma queda significativa no ciclo 2026-27, após um período de safras quase recordes. Essa diminuição é atribuída a fatores climáticos e de mercado, mas, conforme apontado pelo Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os níveis de produção ainda estarão dentro de parâmetros normais.

Projeções indicam que a produção de trigo cairá para 14 milhões de toneladas em 2026-27.

De acordo com as estimativas, a produção de trigo deve totalizar 14 milhões de toneladas, em comparação a 18 milhões de toneladas previstas para o ciclo anterior e 18,57 milhões para o ano de 2024-25. O relatório aponta que temperaturas anomalias de frio e chuvas que se mantêm em níveis médios podem resultar em um solo congelado ou excessivamente úmido, atrasando assim o adequado preparo das lavouras.

A previsão de um clima quente e seco também impactará negativamente a produtividade das plantações. A área reservada para o cultivo de trigo está estimada em 11,5 milhões de hectares, quase igual à do ciclo anterior, mas 1 milhão de hectares a menos em comparação com duas safras atrás, devido à crescente preferência por oleaginosas, que oferecem um retorno financeiro maior.

Em consequência da redução da produção, as exportações de trigo devem cair de 11 milhões para 7,5 milhões de toneladas. Os principais destinos têm sido países da Ásia Central, Afeganistão e Azerbaijão, enquanto as vendas para a China diminuíram, principalmente por conta de atrasos nas fronteiras.

O consumo interno de trigo deve recuar levemente, passando de 8,65 milhões para 8,5 milhões de toneladas, com estoques elevados atuando como um fator equilibrador entre oferta e demanda.

No que diz respeito à cevada, a produção projetada deverá cair de 3,6 milhões para 3,1 milhões de toneladas, apesar do aumento na área plantada, que deve alcançar 2,4 milhões de hectares. Essa ampliação reflete a busca por margens de lucro mais atrativas. O consumo de cevada também é esperado para diminuir, caindo para 1,7 milhão de toneladas, enquanto as exportações devem atingir 1,5 milhão de toneladas.

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