Diretora da entidade apresentou avanços no setor cafeeiro brasileiro.

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) participou da conclusão do programa AL-INVEST Verde em Bruxelas, onde apresentou os avanços do Brasil na produção de cafés sustentáveis.
Nesta terça-feira, 16 de dezembro, Silvia Pizzol, diretora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade do Cecafé, expôs os fatores que colocam o Brasil à frente no fornecimento global de cafés com responsabilidade socioambiental durante o evento de alto nível em cooperação com a União Europeia.
No painel sobre as experiências dos estados brasileiros no setor cafeeiro, Pizzol discutiu junto a representantes de Minas Gerais e Espírito Santo, além de especialistas do Instituto de Economia Agrícola. O Cecafé aponta que a cafeicultura nacional representa cerca de 40% da demanda global por cafés reconhecidos como sustentáveis, conforme os padrões do Código de Referência de Sustentabilidade do Café.
✨ A eficiência da cadeia exportadora é notável, com mais de 91% do valor das exportações voltando para os produtores.
A diretora ressaltou a importância da colaboração entre setores públicos e privados, que possibilita aos agricultores acesso a tecnologias, assistência técnica e crédito rural, fundamentais para o crescimento sustentável do setor.
Pizzol destacou também o robusto arcabouço regulatório do Brasil, que inclui fiscalização ativa e informações geoespaciais para garantir a rastreabilidade e a conformidade socioambiental das propriedades rurais. Ela afirmou que a produtividade atual é 3,5 vezes maior do que há 30 anos, permitindo uma melhor conservação da vegetação nativa.
A estimativa é que cada hectare cultivado de café armazene entre 180 e 340 toneladas de CO2 equivalente através da vegetação nativa.
No que diz respeito às condições de trabalho, o Cecafé informou que a cafeicultura foi a atividade rural mais fiscalizada na última década, com 99% das inspeções garantindo a conformidade com os direitos humanos.
Ao concluir sua apresentação, o Cecafé enfatizou a importância do diálogo social, inovação tecnológica, políticas eficazes e transparência para atender à crescente demanda internacional por cafés sustentáveis e rastreáveis.
Não foram divulgados detalhes sobre resultados comerciais imediatos do evento para os exportadores ou produtores.
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