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Agronegócio
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China domina compras agrícolas do Brasil, mas EUA são essenciais

Disputa entre mercados impacta expectativas do agronegócio

Gabriel Rodrigues12 de julho de 2026 às 14:40
China domina compras agrícolas do Brasil, mas EUA são essenciais

Um relatório recente indica que, nas comparações entre a China e os Estados Unidos no mercado agrícola brasileiro, a China é claramente o líder, sendo o principal destino dos produtos agrícolas brasileiros. Contudo, o volume de compras não conta toda a história, já que os Estados Unidos também são um parceiro estratégico, fundamentais para a competição em mercados internacionais.

Em 2025, o Brasil reportou exportações agrícolas no valor de US$ 169,2 bilhões, onde a China adquirira US$ 55,3 bilhões (32,7% do total), enquanto os EUA compraram US$ 11,4 bilhões (6,7%). A compra chinesa foi aproximadamente 4,85 vezes maior do que a norte-americana, conforme dados do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Dependência e Diversificação

A dependência do Brasil em relação à China é acentuada em commodities, com a soja em grão, carne bovina in natura, celulose e açúcar sendo os principais produtos exportados. Em 2025, a soja gerou US$ 34,51 bilhões, respondendo por 62,4% do faturamento agrícola brasileiro com a China. A carne bovina, por sua vez, constituiu 53,2% do valor exportado do setor.

A importância dos EUA se destaca em produtos como café verde e celulose, onde, em 2025, os americanos compraram US$ 1,91 bilhão de café e US$ 1,32 bilhão de celulose.

Riscos e Oportunidades

A concentração das exportações em um único mercado, como a China, oferece escalabilidade ao produtor, porém aumenta a vulnerabilidade a alterações em regulamentações e condições econômicas. Por outro lado, a presença dos EUA no mercado proporciona uma diversificação necessária para mitigar riscos.

Além disso, a competição entre Brasil e Estados Unidos em segmentos como soja e carne de frango torna o cenário ainda mais dinâmico, onde eventos climáticos ou mudanças nas safras de um país podem diretamente influenciar as expectativas e as decisões de compra dos importadores.

Por outro lado, as flutuações nas relações comerciais entre China e EUA também impactam diretamente o Brasil; um aumento nas compras chinesas de produtos norte-americanos pode significar menos espaço para os produtos brasileiros.

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