Estratégia se concentra na produção de soja e autocontrole agrícola

A China está colocando em prática um novo plano estratégico para aumentar a autossuficiência na produção de alimentos, visando especialmente a soja, que representa uma parte significativa das importações agrícolas do país.
O Conselho de Estado da China anunciou, em junho, um plano que abrange o período do 15º Plano Quinquenal, entre 2026 e 2030. Este documento contém 13 metas, das quais duas são de cumprimento obrigatório: aumentar a produção de grãos para aproximadamente 725 milhões de toneladas e alcançar 85% de autossuficiência em sementes estratégicas.
Atualmente, a China importa cerca de 84% da soja que consome, com o Brasil sendo responsável por 73,6% dessas importações. Em 2025, o país atingiu uma produção recorde de 714,9 milhões de toneladas de grãos, e as previsões indicam uma possível redução de 25% nas importações de soja até 2030.
O Ministério da Agricultura da China está promovendo ações para diminuir o uso de farelos de soja na ração animal e para aumentar a produção de fontes alternativas de proteína, como proteína microbiana, proteína de insetos e resíduos alimentares. Essas iniciativas visam não apenas a diminuição da dependência da soja, mas também a segurança alimentar no país.
✨ Desafios na Implementação
Embora as metas sejam promissoras, a mudança na alimentação animal pode enfrentar dificuldades, já que a soja é uma cultura com características únicas que a tornam mais difícil de substituir.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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