Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

China libera cotas de exportação de ureia e alivia preços de fertilizantes

Medida pode trazer alívio aos custos de insumos agrícolas no Brasil

Gabriel Rodrigues27 de maio de 2026 às 12:15
China libera cotas de exportação de ureia e alivia preços de fertilizantes

A China reabriu as cotas de exportação para fertilizantes de ureia, de acordo com a Reuters. Essa ação pode ajudar a conter a alta dos preços globais dos insumos agrícolas, que dispararam desde o agravamento da guerra no Oriente Médio.

Como um dos principais exportadores internacionais de fertilizantes, a nação asiática havia restringido as vendas de ureia em março de 2025 para proteger seus agricultores dos impactos da inflação mundial nos preços. Essa decisão foi tomada em um contexto de tensão relacionado ao fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio de fertilizantes e outras matérias-primas.

Com a liberação gradual das exportações, espera-se um aumento na oferta global do insumo, o que pode reduzir custos para países como o Brasil.

Os preços da ureia no Brasil aumentaram até 63% devido ao aumento global, pressionando os custos da próxima safra. A China tem ganhado importância no fornecimento de fertilizantes ao Brasil, sendo responsável por aproximadamente 25% das importações brasileiras entre janeiro e outubro de 2025, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Dados sobre Importações de Fertilizantes

O Brasil importou 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes em 2025, o maior volume da história, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento.

Embora a retomada das exportações seja um avanço, a quantidade disponível ainda está abaixo da média histórica. Em 2025, a China exportou 4,9 milhões de toneladas de ureia, um número que fica aquém da faixa usual de 5 a 5,5 milhões de toneladas anuais, o que normalmente representa cerca de 10% do total global de exportações.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio