China pode aumentar importações de cevada e afetar milho brasileiro
Mudanças no mercado chinês podem impactar a demanda por grãos brasileiros

A recente reabertura comercial entre a Austrália e a China pode gerar um impacto significativo na demanda por milho brasileiro nos próximos anos. Jardel Oliveira de Paula, gerente comercial, alerta que a cevada australiana tem o potencial de mudar a dinâmica do mercado de rações na China.
✨ A cevada australiana está voltando a ocupar um papel crucial no mercado chinês.
O acompanhamento das safras de milho em países como Brasil, Estados Unidos e China se torna cada vez mais essencial nesta nova fase. Essa mudança pode repercutir na demanda pelo milho brasileiro, dependendo da competitividade entre a cevada e o milho, que se baseia nas diferenças de preços e na qualidade dos produtos disponíveis.
Quando a cevada se torna a opção mais econômica, os fabricantes de ração tendem a incorporá-la com mais frequência em suas formulações. No entanto, se os preços se igualarem ou se a oferta de cevada de alta qualidade diminuir, o milho poderá novamente ser considerado uma escolha viável.
"O que nos resta é saber qual será a real necessidade chinesa de milho, caso as importações de cevada aumentem
Ainda que um aumento nas compras de cevada reduza a necessidade de milho, isso não será um processo automático. Se a produção agrícola na China enfrentar novos desafios climáticos e a oferta de cevada premium continuar escassa, é possível que o país busque incrementar as importações de ambos os grãos ao mesmo tempo.
Para o ciclo 2026/27, será fundamental monitorar não apenas o volume total de grãos adquiridos pela China, mas também a distribuição entre milho e cevada nos contratos de ração e nas estratégias de suprimento. Essa dinâmica pode revelar oportunidades comerciais antes que os impactos nos preços se tornem visíveis.
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