Mercado de milho apresenta estabilidade e leves quedas
Expectativas de maior oferta e ambiente cauteloso afetam cotações

Na última quinta-feira, o mercado de milho registrou estabilidade com pequenas perdas, refletindo um cenário de cautela, baixa liquidez e uma expectativa crescente de oferta maior. A TF Agroeconômica destacou que mesmo com a alta acentuada do dólar, as cotações na B3 permaneceram praticamente inalteradas, influenciadas pelo feriado nos Estados Unidos e a escassez de notícias positivas para o setor no Brasil.
Os contratos futuros apresentaram resultados mistos: para julho de 2026, o preço fechou em R$ 63,98, sem alterações no dia e uma leve diminuição de R$ 0,27 na semana. Já em setembro, as cotações terminaram a R$ 67,10, com uma baixa de R$ 0,21, mas uma alta semanal de R$ 0,68. Por sua vez, novembro encerrou em R$ 70,49, com uma redução de R$ 0,17 no dia, mas um avanço de R$ 0,48 em relação à semana anterior.
✨ A colheita no Rio Grande do Sul está praticamente concluída, com 99% da área colhida.
Além disso, o mercado está atento à oscilação dos preços de energia em decorrência do recente acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, um importante importador de milho e frango brasileiros. No Rio Grande do Sul, os preços das sacas de milho variam entre R$ 57 e R$ 63, com a média estadual marcando uma queda de 0,12%, chegando a R$ 58,91.
Em Santa Catarina, as cotações permanecem ao redor de R$ 65, mas a demanda limitada se concentra em R$ 60, resultando em negociações tímidas. No Paraná, o mercado spot mostra baixa movimentação, com preços próximos a R$ 65 e demanda por volta de R$ 60 por saca CIF. O atraso na colheita da segunda safra devido às chuvas impactou as lavouras, mas 79% delas ainda apresentam boas condições.
Em Mato Grosso do Sul, o início gradual da colheita pressiona os preços, que variam entre R$ 49 e R$ 52. Apesar de a demanda por bioenergia contribuir para o consumo, os estoques elevados e o comportamento cauteloso dos compradores impedem uma recuperação mais ampla.
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