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Agronegócio
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Colheita de feijão no Rio Grande do Sul enfrenta desafios climáticos

Secas e altas temperaturas comprometem produtividade na safra

Camila Souza Ramos06 de abril de 2026 às 10:45
Colheita de feijão no Rio Grande do Sul enfrenta desafios climáticos

A colheita do feijão da primeira safra no Rio Grande do Sul foi finalizada na maioria das regiões produtoras, de acordo com o último Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira.

Os esforços de colheita estão agora concentrados em altitudes maiores, principalmente na região Nordeste, onde o plantio sofreu atrasos e já se aproxima do ciclo da segunda safra.

Condições climáticas desfavoráveis comprometeram a produtividade, prevista em 23.029 hectares com rendimento médio de 1.781 kg por hectare.

Os dados mostram que, na região de Caxias do Sul, aproximadamente 50% das lavouras já foram colhidas, porém, a produtividade média está em torno de 1.200 kg por hectare, consideravelmente abaixo da meta inicial de 2.400 kg.

Desafios e Projeções para a Segunda Safra

Em relação à segunda safra, o feijão está em estágios reprodutivos avançados, com algumas áreas iniciando a colheita. O clima mais favorável, com chuvas regulares, tem estimulado o crescimento e os processos reprodutivos das plantas.

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"As primeiras colheitas demonstram que a produtividade está dentro do esperado, refletindo um desempenho satisfatório até agora", afirma o relatório da Emater/RS-Ascar.

Apesar da boa performance, a umidade elevada tem intensificado a ocorrência de doenças fúngicas, exigindo um manejo adequado para proteger as lavouras.

Dados da Emater/RS-Ascar

Projeção de 7.774 hectares para a segunda safra, com estimativa de produtividade média de 1.504 kg por hectare.

  • 1Na região de Ijuí, mais de 70% das lavouras estão em estágio reprodutivo.
  • 2Em Santa Maria, cerca de 20% da colheita já foi processada com produtividade média de 1.300 kg.
  • 3Soledade apresenta 55% das áreas em desenvolvimento vegetativo.

As lavouras restantes mantêm boas condições fitossanitárias, com um alto número de vagens, beneficiadas pelas recentes chuvas durante o florescimento.

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