Colheita do feijão termina no RS com produtividade média de 1.781 kg/ha
Impacto das condições climáticas nas lavouras e produtividade

A colheita da primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul foi concluída, segundo informações do Emater/RS-Ascar, divulgadas em 30 de outubro. O rendimento médio da colheita é de 1.781 kg por hectare, embora esse número possa ser revisto para baixo em razão das perdas registradas na região dos Campos de Cima da Serra, responsável por cerca de 40% das plantações.
Desempenho das lavouras de segunda safra
Para a segunda safra, o relatório indica que 44% das lavouras estão na fase de enchimento de grãos, enquanto 13% estão em floração. As áreas em desenvolvimento vegetativo representam 4%, e 21% das lavouras chegaram à maturação fisiológica. Atualmente, a colheita avança lentamente, abrangendo apenas 18% da área total, uma situação impactada pela umidade dos grãos e pela predominância de lavouras ainda em desenvolvimento.
✨ A elevada umidade nas fases finais do ciclo pode aumentar a incidência de doenças foliares, especialmente durante a floração e o início da formação dos grãos.
Situação regional
Na região de Ijuí, a colheita começou de forma morosa, com 20% das lavouras em maturação e apenas 7% colhidas, resultando em uma produtividade média de em torno de 1.700 kg por hectare. Em contraste, na região de Santa Maria, aproximadamente 60% da área cultivada foi colhida, beneficiada por condições climáticas favoráveis que contribuíram para um desenvolvimento saudável das plantações e uma baixa incidência de pragas.
Na área de Soledade, embora as temperaturas mais altas tenham favorecido o desenvolvimento das lavouras, a umidade elevada tem intensificado problemas com doenças fúngicas como a antracnose, o que requer medidas fitossanitárias. As fases das lavouras nesta região são 3% em floração, 72% em enchimento de grãos, 20% em maturação e 5% já colhidos.
Contexto
A produtividade do feijão e as condições climáticas são fatores críticos que afetam o sucesso das colheitas no Rio Grande do Sul. A análise detalhada das lavouras é necessária para mitigar os impactos das doenças e garantir uma safra estável.
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