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Agronegócio
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Colheita de milho em Mato Grosso acelera e impacta preços

Avanço da colheita traz desafios ao mercado na safra 25/26

Fernanda Lima23 de junho de 2026 às 06:45
Colheita de milho em Mato Grosso acelera e impacta preços

A colheita de milho na safra 2025/2026 em Mato Grosso está progredindo rapidamente, superando o desempenho do mesmo período do ano passado. Até a última sexta-feira, 20,86% da área prevista havia sido colhida, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O avanço significativo de 9,57 pontos percentuais na última semana colocou a colheita 6,78 pontos percentuais à frente da safra anterior.

Entretanto, essa alta produtividade apresenta um desafio: o aumento do volume disponível no mercado faz com que os preços sofram pressão, desestimulando os produtores a concretizar vendas.

Desigualdade Regional

As taxas de colheita variam entre as regiões do estado. No Médio-Norte, por exemplo, 29,92% da área já foi colhida, enquanto o Sudeste destaca-se com apenas 5,48%, refletindo um atraso no plantio. Mesmo assim, as lavouras nessas áreas tardias ainda apresentam boas perspectivas de produtividade, embora não igualem os índices das regiões sem atrasos.

Previsões e preços

O Imea revisou a estimativa de produção para 53,35 milhões de toneladas nesta safra em Mato Grosso, com produtividade média calculada em 120,28 sacas por hectare, abrangendo uma área de 7,39 milhões de hectares.

Contudo, os preços refletem essa nova dinâmica. O Indicador IMEA teve uma queda de 0,84% na comparação semanal, com média de R$ 41,35 por saca. Na B3, o preço do contrato vigente foi de R$ 64,04 por saca, uma redução de 1,07%, e o Cepea Campinas apresentou uma retração de 1,95%, com média de R$ 62,97 por saca.

Contexto internacional

Ainda mais pressão vem do exterior; a Bolsa de Cereais da Argentina reportou que 48,20% da área prevista para sua safra de milho foi colhida até 18 de julho, uma baixa frente ao mesmo período do ano passado, devido ao excesso de umidade no grão.

Com expectativa de produtividade de 135,67 sacas por hectare, a Argentina projeta uma produção total de 64,00 milhões de toneladas, 30,60% superior à safra anterior — cenário que poderá agravar a pressão sobre os preços do milho no mercado global.

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