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Agronegócio
2 min de leitura

Complexo soja no Brasil enfrenta recuo em preços e exportações

Mercado observa queda nos preços e desafios nas exportações em março.

Ricardo Alves13 de abril de 2026 às 09:45
Complexo soja no Brasil enfrenta recuo em preços e exportações

O mercado brasileiro do complexo soja terminou a última semana em baixa, com quedas nos preços do grão, farelo e óleo. O aumento na disponibilidade do produto e a valorização do real em relação ao dólar enfraqueceram a competitividade das exportações, resultando em preços menores.

Desempenho dos derivados no mercado global

Embora o mercado interno tenha enfrentado desafios, o cenário internacional apresentou resultados diversos. A demanda por farelo e grão de soja se manteve aquecida, sustentando suas cotações nos mercados globais. Por outro lado, o óleo de soja observou queda, influenciado pela desvalorização do petróleo, que impactou diretamente os óleos vegetais.

Em março, o Brasil exportou 14,51 milhões de toneladas de soja em grão, um aumento de 105,29% em relação a fevereiro.

Números expressivos nas exportações de soja

Em março, as exportações brasileiras de soja em grão apresentaram resultados significativos, indicando um crescimento robusto em relação ao mês anterior. No entanto, em comparação com março do ano passado, houve uma ligeira queda de 0,96%, sugerindo uma estabilidade nos embarques.

O farelo de soja destacou-se como o setor de melhor desempenho, com exportações de 1,92 milhão de toneladas, um recorde histórico para o mês, graças à alta demanda internacional, especialmente na Europa e Ásia.

Desempenho fraco do óleo de soja

Os embarques de óleo de soja, no entanto, caíram para 176,91 mil toneladas, uma diminuição de 13,02% em relação a fevereiro. Esse declínio foi influenciado pela redução do interesse de mercados tradicionais como Índia e Uruguai, além da ausência de compras significativas da China.

O cenário atual do complexo soja revela um delicado equilíbrio entre oportunidades e desafios no mercado.

A valorização do real complicou ainda mais a situação ao encarecer as exportações em dólares, o que limita os incentivos para aumentar a produção e afeta os preços internos.

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