Fretes agrícolas recuam em agosto, mas exportações de soja e milho ainda impulsionam o fluxo.

Os fretes agrícolas apresentaram queda nas principais rotas de escoamento de grãos em agosto, embora ainda estejam acima dos patamares do ano anterior. Essa situação é fruto de uma combinação entre oferta e demanda por caminhões, com variações significativas entre as regiões produtoras e os produtos.
Segundo o Boletim Logístico da Conab de setembro, a demanda externa por soja tem sustentado o fluxo de cargas, com exportações brasileiras totalizando 92,7 milhões de toneladas entre janeiro e agosto, um aumento de 7% em relação ao mesmo período do ano passado. Já as exportações de milho somaram 14,5 milhões de toneladas, apresentando queda de 7,9%.
✨ Em Goiás, os fretes aumentaram até 22,9% em algumas rotas devido à alta demanda pelo transporte de sorgo para Minas Gerais.
Em Mato Grosso, que é o maior produtor de grãos do Brasil, os valores dos fretes mostraram certa estabilidade devido à demanda interna por milho, necessária tanto para a alimentação animal quanto para a produção de combustíveis. O cenário é similar no Mato Grosso do Sul, onde as tarifas mantiveram-se estáveis ou caíram levemente.
No Distrito Federal, todos os corredores monitorados apresentaram redução em agosto, mas os preços ainda são altos em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Na Bahia, as tarifas de transporte subiram, com uma expectativa de aumento nas exportações de algodão nos próximos meses.
A movimentação no Piauí gerou variações misturadas de preço, enquanto no Maranhão houve uma retração após o intenso escoamento de soja do primeiro semestre. Em São Paulo, as tarifas estavam relativamente estáveis, enquanto em Minas Gerais, devido à colheita de café, houve um aumento significativo de até 36,2% em algumas rotas.
Por fim, as importações de fertilizantes caíram 13,7% entre janeiro e agosto, totalizando 25,38 milhões de toneladas, refletindo uma menor movimentação no sistema logístico brasileiro.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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