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Agronegócio
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Conflito no Oriente Médio impacta agronegócio brasileiro e economia

Preço do petróleo e volatilidade cambial afetam logística e custos

Mariana Souza09 de abril de 2026 às 11:00
Conflito no Oriente Médio impacta agronegócio brasileiro e economia

As tensões entre os Estados Unidos e o Irã estão gerando consequências significativas para a economia mundial e para o agronegócio brasileiro, com especial destaque para os efeitos no mercado de petróleo e nas flutuações cambiais.

De acordo com Tirso Meireles, presidente da Faesp/Senar-SP, o aumento dos preços do petróleo resulta em custos mais altos para energia e logística, impactando diretamente o frete e o transporte de mercadorias, além de elevar os preços de insumos essenciais na produção agrícola.

O aumento dos custos logísticos impacta fretes, seguros e o custo final das exportações.

Meireles enfatiza que a crise do petróleo terá implicações não apenas temporárias, mas que seus efeitos poderão se estender por um período de até dois anos, mesmo que a situação no Oriente Médio melhore.

Nesse contexto, ele sugere que o Brasil avance em políticas energéticas, como o aumento da mistura de biodiesel, para diminuir a dependência externa e suavizar os impactos de crises internacionais.

Miguel Daoud, comentarista do Canal Rural, complementa que a desvalorização do dólar em escala global e a valorização do real influenciam a atual situação do agronegócio, especialmente com relação às commodities, como a soja, que enfrentam pressão sobre os preços.

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O real fortalecido pode reduzir a competitividade das exportações brasileiras de soja.

Entretanto, o Brasil se beneficia das suas exportações de petróleo, que auxiliam no superávit registrado na balança comercial. Apesar disso, Daoud prevê que os preços do petróleo continuarão altos, podendo aumentar ainda mais se a situação no Oriente Médio se deteriorar.

Os preços do petróleo devem permanecer elevados se a guerra se intensificar.

Além disso, Daoud alerta para alterações estruturais no mercado internacional, incluindo a possível diminuição da demanda chinesa por soja nos próximos anos. Ele defende que aumentar o processamento interno da soja e a produção de biodiesel são opções viáveis para agregar valor à produção brasileira.

Com o cenário de custos altos, mudanças no câmbio e transformações na demanda global, tanto Daoud quanto Meireles concordam que o momento exige estratégias que fortaleçam a produção interna e reduzam a dependência externa por insumos e energia.

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